Nos últimos dois anos o Brasil tem registrado aumento no número de casos de microcefalia. A partir desta constatação, o Ministério da Saúde criou o Sistema de Registro de Atendimento às Crianças com Microcefalia (Siram), que desde janeiro de 2015 permite ao Sistema Único de Saúde (SUS) mapear e monitorar os atendimentos feitos às crianças com casos suspeitos ou confirmados da doença, com ou sem relação ao vírus zika.
O Ministério da Saúde treina os profissionais e gestores dos Estados e municípios, principalmente das regiões Norte e Nordeste, que serão os responsáveis por preencher as informações sobre o acompanhamento das crianças nos serviços de saúde, bem como por fornecer guias e manuais sobre o funcionamento do sistema.
Na Santa Casa de Misericórdia do Pará, hospital referência na atenção à gestante de alto risco e ao recém-nascido, a previsão é que o sistema seja implantado a partir desta segunda quinzena de julho.
Dentro do sistema, os profissionais de saúde terão acesso às consultas e históricos de atendimentos clínicos; dados do responsável da criança; registro de exames; e diagnóstico de microcefalia e triagens neonatais.
Na Santa Casa, desde novembro de 2015 foram identificadas 14 crianças com microcefalia. Todas fizeram sorologia (estudo do líquido separado do sangue após coagulação) para saber da relação com o vírus, além das tomografias que são praxe do hospital.