A Polícia Civil do Estado do Pará
deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a operação R.I.P., destinada ao
cumprimento de nove mandados judiciais expedidos pelo Juízo da 1ª. Vara de
Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares da Comarca de Belém, sendo quatro de
prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão em domicílios
pertencentes a membros de associação criminosa que praticavam fraudes
ambientais no estado do Pará. A operação foi realizada em parceria com a
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
A investigações tiveram início no
começo de agosto, quando, a partir de informações repassadas pela Inteligência
da Semas, foram detectadas e comunicadas à polícia judiciária irregularidades
em processos referentes a Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) que
tramitavam no órgão ambiental. O plano de manejo é um documento que autoriza a
exploração de área para o desenvolvimento da atividade madeireira, a qual deve
ser praticada dentro de parâmetros sustentáveis, visando a preservação do meio
ambiente.
Durante a operação policial foi
descoberto que a suposta proprietária da área, localizada no município de
Portel, onde o manejo seria realizado, teria firmado contrato com os
investigados da operação em abril de 2014, porém a mesma faleceu em julho de
2013, em São Paulo – ou seja, cerca de nove meses antes da data da celebração
do contrato fraudulento. A partir de então, constatou-se que o grupo criminoso
protocolou, em diversos órgãos públicos, vários documentos falsificados.
A área onde os projetos estavam
previstos reunia 77257,03m³ de madeira e teria um custo de total de mais de
seis milhões de reais, sendo que o lucro líquido dos projetos renderia mais de
dois milhões de reais aos acusados. A operação evitou o desmatamento ilegal de
quase três mil hectares de terra no estado.