A partir desta segunda-feira (03)
está aberto o prazo para que Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) e jovens que
cumprem medida socioeducativa sejam inscritos nesta edição do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). As inscrições devem ser feitas pelas unidades prisionais e
socioeducativas, como lembra a presidente do INEP, Maria Inês Fini. “Estamos dependendo agora de todo
o sistema carcerário brasileiro para que efetive as inscrições de seus
aprisionados, pra que a gente possa, então, aplicar a prova com toda a
segurança. Nós temos que acreditar que o aprisionamento, a privação de
liberdade, tem que ter um caráter educativo. E eu acho que o ENEM pode se
juntar a outras iniciativ as que visem promover essa recuperação das pessoas
para a própria sociedade.”
Até o dia 7 de outubro é preciso
que os órgãos de administração prisional e socioeducativa do país, assim como
as próprias unidades, firmem um termo de adesão, de responsabilidades e
compromissos, com o Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação. O
preenchimento das informações deverá ser feito exclusivamente pelo site, no
endereço: http://sistemasespeciais.inep.gov.br/unidadesprisionais/
“O Inep está preparadíssimo para
abrigar e atender o número que o sistema carcerário nos informar. Nós estamos
prontos para fazer [o exame] para todos aqueles quiserem.” O documento é necessário para
aplicação do Enem nas unidades nos dia 6 e 7 de dezembro. Depois de confirmada
a adesão, os estabelecimentos devem indicar um responsável pedagógico, que irá
providenciar a inscrição dos interessados. No primeiro dia, os candidatos farão
as provas de história, geografia, filosofia, sociologia, química, física e
biologia. No segundo, será a vez da língua portuguesa, literatura, língua
estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação,
redação e matemática.
“A prova é rigorosamente comparável
a todos os demais exames que o ENEM faz. Então, ela segue o mesmo rigor, ela
tem a mesma régua, ela tem o mesmo balanço de dificuldades que a prova que nós
aplicamos para os alunos em liberdade.” Na edição passada, 45,5 mil
participantes fizeram a prova em unidades prisionais e socioeducativas no país,
um aumento de 19% em relação a 2014, quando foram registradas 38,1 mil
inscrições. Para mais informações acessehttp://portal.inep.gov.br
