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Curso de Chocolataria com o Chef paraense De Mendes

Foto Rodolfo Oliveira - Agência Pará

O polo Mangueirão do projeto Pro Paz nos Bairros ofertará nesta terça e quarta-feira, 30, um curso gratuito de chocolateria, com aulas de 8h às 12h e de 14h às 18h, no próprio local. A oficina é resultado de uma parceria entre a Fundação Pro Paz, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e o chef chocolatier paraense De Mendes, que é referência gastronômica nacional por desenvolver produtos criados a partir de cacau nativo ou selvagem, cultivado por comunidades tradicionais amazônicas - como quilombolas, indígenas e ribeirinhos. O curso será dividido em duas partes: chocolataria, que mostra como produzir pequenos brindes a partir de chocolate de origem amazônica, e confeitaria, com técnicas para produção de chocotone (panetones com chocolate), geralmente comercializados no período natalino. Serão ofertadas 30 vagas, sendo 20 para a comunidade atendida pelo projeto e outras 10 para público externo. 


De acordo com De Mendes o objetivo da parceria com a Fundação Pro Paz e a Sedap é criar oportunidades de geração de renda para a população. “Os moradores terão contato com matéria prima de fácil manipulação e de baixo custo para que possam comercializar seus produtos e obter uma renda extra”. Para Jorge Bittencourt, presidente da Fundação Pro Paz, ações como essa ampliam as oportunidades para as famílias das crianças e adolescentes atendidas pelo projeto, que tem a chance de melhorar tanto a renda quanto a qualidade de vida com alternativas simples, caseiras e criativas de fortalecimento econômico.


O chef De Mendes possui graduação em Química Industrial, Engenharia Química e licenciatura em Química. É especialista em Ciências Ambientais, Tecnologia de Polpa de Frutos; Gestão de Qualidade na Indústria de Alimentos e Tecnologia de Produtos de Origem Animal, além de pós-graduado em Chocolataria Gourmet na Escola Castelli de Chocolataria (RS). Ele também é mestre em Química de Produtos Naturais e Tecnologia de Alimentos. Nos últimos 10 anos, o profissional estuda a Amazônia e seus insumos por meio de expedições em busca de cacau nativo e outras especiarias da floresta que tenham uso tradicional, a partir de indicativos de comunidades de populações tradicionais.