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Governo do Pará assina protocolo de intenções com indústria de beneficiamento de cacau

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), assinou, na manhã desta quinta-feira (10), com a OCRA Cacau da Amazônia o protocolo de intenções para a instalação no Pará de uma empresa para a produção de liquor e manteiga de cacau.

No documento, o Governo se compromete a apoiar a implementação do projeto, priorizando a apreciação do processo de licenciamento ambiental, avaliação da concessão de incentivos fiscais e o apoio à agricultura familiar para a produção de cacau. O titular da Sedeme, Adnan Demachki, a secretária adjunta da Sedap, Eliana Zacca, e o presidente da OCRA, Francisco Monteiro de Pinho, assinaram o protocolo.

Desde julho, o Pará passou a ser considerado o maior produtor de cacau do país. Em 2016 a produção paraense está estimada em 120 mil toneladas de amêndoas de cacau, enquanto a Bahia espera produzir entre 107 mil e 110 mil toneladas. Ano passado, o Pará produziu entre 105 mil e 110 mil toneladas do produto, enquanto a Bahia teve 160 mil toneladas. A queda abrupta da produção baiana se deu por conta da estiagem, mas os números mostram o crescimento da produção paraense. No estado, aproximadamente 80% da produção cacaueira vem de pequenas propriedades baseadas na agricultura familiar.

O secretário Adnan Demachki que esteve à frente da prospecção da indústria afirma que ela é importantíssima para a cadeia do cacau, pois entre o cacau e o chocolate está o liquor. “Só conseguiremos atrair mais indústrias de chocolate se tivermos o insumo do liquor que é o que se pretende com esta indústria. A partir de sua instalação estaremos prospectando novas fábricas de chocolate para atender as premissas de verticalização da cadeia do cacau, previstas no Pará 2030”, informou Demachki.

A OCRA deve se estabelecer na Região Metropolitana de Belém, com previsão do início da produção em setembro de 2017. Primeiramente, é prevista apenas a produção de liquor de cacau, com a manteiga sendo feita em um segundo estágio de no máximo 36 meses após a implantação do projeto. O liquor é um ingrediente derivado do cacau também conhecido como “Massa de Cacau”. É a mistura de manteiga de cacau com o cacau em pó. É a principal matéria-prima usada na fabricação de chocolate.


“A produção de cacau no Pará é enorme e é do nosso interesse ter uma empresa para verticalizar a produção, apoiando a agricultura familiar e dando oportunidade à mão de obra local”, comentou Francisco Monteiro de Pinho. De acordo com o titular da Sedeme, a chegada de uma empresa que trabalha com o fruto agradou o Governo do Estado. “Estive antes com o governador Simão Jatene e ele se mostrou muito satisfeito com essa possibilidade. Ele sabe da importância da indústria do cacau para o Pará e da chegada de novos empreendimentos”, disse o secretário.