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| Em 21 de fevereiro de 1945, os pracinhas brasileiros venceram importante batalha para o fim da Segunda Guerra Mundial |
Para celebrar os 72
anos de uma das mais importantes batalhas em que participaram brasileiros na
Segunda Guerra Mundial, o Comando Militar do Norte (CMN) promove, no dia 21 de
fevereiro, solenidade em alusão à Tomada de Monte Castelo (Itália), ocorrida no
mesmo dia, em 1945. Os grandes heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB),
que lutaram na ocasião, recebem homenagens pela conquista para o fim do combate
entre os Aliados e o Eixo.
Na mesma solenidade, o CMN
prestará merecidas homenagens ao General Hilário Maximiniano Antunes Gurjão, o
primeiro paraense a chegar ao posto de general no Exército Brasileiro. O
distinto militar completaria 125 anos no mesmo dia da Tomada de Monte Castelo.
FEB na Segunda Guerra Mundial
Monte Castelo representou um
objetivo militar que abriria prosseguimento para o vale do rio Pó, permitindo o
avanço de todo esforço aliado durante a Segunda Guerra Mundial. Na manhã de 21
de fevereiro de 1945, os pracinhas brasileiros (como são chamados os militares
que representaram o País no grande combate) lançaram-se decisivamente sobre Monte
Castelo. Encontraram forte reação inimiga, conquistando a vitória ao final da
tarde do mesmo dia, crucial para o sucesso das Forças Aliadas.
Mais de 25 mil expedicionários
atuaram no maior confronto militar do século 20, ao lado dos Aliados. Os Febianos
participaram de importantes batalhas, como Castelnuovo, Montese e, inclusive,
da conquista de Monte Castelo. Além das tropas alemãs, os “pracinhas”
enfrentaram terrenos montanhosos e climas adversos, chegando a conviver com
temperaturas abaixo de zero.
O símbolo dos pracinhas, uma
cobra fumando, marcou a superação da tropa. Ao ser formada, ainda em 1943, a
FEB recebia descrença de alguns, que profetizavam: “Será mais fácil uma cobra
fumar que o Brasil ir à guerra na Europa!”. Com a brilhante ocupação simultânea
de importantes localidades, os combatentes brasileiros reverteram as opiniões
dos incrédulos e, para mostrar sua importância, carregaram o símbolo até 8 de
maio de 1945, quando finalizaram a atuação na Guerra, com a rendição do
inimigo, o que ficou marcado como o Dia da Vitória.
General Gurjão
O General Gurjão nasceu em Belém
em 21 de fevereiro de 1820. Sentou praça no Exército, como soldado, em 1836,
quando combateu os cabanos comandados por Eduardo Angelim. Em 28 de fevereiro
de 1839, foi designado Comandante da Fortaleza de São José de Macapá. Exerceu
vários cargos militares no Pará e Amazonas, com a missão de fortificar a região
amazônica.
Distinguiu-se na Guerra do
Paraguai, participando do bombardeio de Itapiru, da Batalha do Passo da Pátria,
da Campanha do Chaco e da Batalha do Sauce, nas cercanias de Humaitá. Foi,
também, deputado provincial no Amazonas, além de professor de Geografia e
História do Colégio Santa Maria de Belém, no Pará.
Comandava a 17ª Brigada quando o
Duque de Caxias determinou que a ponte de Itororó fosse defendida a qualquer
preço, estando a tropa brasileira em menor número. Depois de diversas
tentativas frustradas, veio uma nova ordem para tomar a ponte sob intenso fogo
inimigo.
No dia 7 de dezembro de 1868, o General
Gurjão, verificando a hesitação da tropa, tomou a dianteira e bradou “Vejam
como morre um general brasileiro!”. Os soldados, motivados pelo corajoso
General, que foi gravemente ferido, avançaram e conquistaram a ponte.
O herói paraense faleceu em 17 de
janeiro de 1869. Seus restos mortais foram levados para a Corte do Rio de
Janeiro e, depois, para Belém, no jazigo da Família Gurjão no Cemitério da
Soledade.
Em homenagem ao General Gurjão,
Belém tem Praça com o monumento do herói, assim como a Escola, localizada na
Rua Triunvirato, e uma rua, no bairro da Campina.
Serviço
72 anos da Tomada de Monte
Castelo e homenagem ao General Gurjão
Data e hora: 21 de fevereiro de
2017, às 10 horas
Local: Praça das Bandeiras – Rua
João Diogo, s/n, Belém, PA

