Nesta terça-feira 28, é celebrado o Dia
Mundial das Doenças Raras. Uma delas é o Linfoma de Hodgkin.
Cerca de 80% dos pacientes se estabilizam
com a quimioterapia e o restante recai ou recidiva, ou seja, volta a ter a
doença ou não responde ao tratamento sugerido. O Linfoma de Hodgkin é um tipo de
câncer raro que acomete 3 em cada 100 mil habitantes no Brasil. O que o
diferencia dos outros tipos de linfoma é a presença de um tipo característico
de célula chamada de REED-STERNBERG, um LINFÓCITO B que sofreu uma mutação, se
transformando em uma célula cancerígena. O tratamento para essa doença pode ser
feito de diversas maneiras, com a quimioterapia, radioterapia, transplante de
medula óssea e o uso de novos agentes, como terapia-alvo.
Todo processo é dividido em fases
ou linhas, sendo que a primeira é a quimioterapia. A maioria dos pacientes
responde a primeira linha de tratamento, em torno de 70 a 80%. Os outros 20 a
30% recidivam, ou seja, voltam a apresentar a doença.
Estes pacientes continuam com o
tratamento, chamado de 2ª linha, no qual a quimioterapia é conhecida como de
resgate ou salvamento. Nos casos em que os pacientes sejam elegíveis, é seguido
do Transplante Autólogo de Medula, em que são utilizadas células-tronco da
medula do próprio paciente.
Se mesmo assim o paciente não
apresentar resposta ou voltar a ter a doença, há a 3ª linha de tratamento feita
por meio de terapia-alvo. De acordo com a hematologista Dra. Paola Tôrres, o
Linfoma de Hodgkin pode ser desenvolvido em muitas partes do corpo. “É mais
frequente nos gânglios linfáticos, localizados no pescoço, na região axilar e
no mediastino - região no tórax entre o coração e os pulmões onde ficam os
linfonodos que drenam esses órgãos".
Os sintomas da doença são
variados e se manifestam dependendo da localização no corpo. De maneira geral,
existe o aumento do volume dos gânglios linfáticos, febre, perda de peso,
cansaço, coceira e perda de apetite. “Quando o linfoma afeta o tórax, por exemplo,
pode provocar tosse, dificuldade para respirar e dores no peito. Mas é preciso
lembrar que os sintomas são muito similares a outras condições. Por isso, a
avaliação do médico é fundamental”, orienta a Dra. Paola.
Após diagnosticado, as opções de
tratamento dependerão de diversos fatores. Entre eles, o tipo de Doença de
Hodgkin, extensão do câncer, estado clínico, idade do paciente e tipo e
localização do Linfoma. “80% dos pacientes respondem à primeira opção de
tratamento, que é feita com quimioterapia. Os 20% restantes recaem ou
recidivam, ou seja, voltam a ter a doença ou não respondem ao tratamento
sugerido”, explica a hematologista. Nesses casos, o especialista responsável
determinará uma nova opção de tratamento, que pode ser feita à base de medicamentos.
Entenda como funciona cada
tratamento mencionado:
Quimioterapia – São medicamentos
que destroem as células tumorais. Normalmente, é utilizada por via venosa,
administrada em ciclos e pode ser combinada com a radioterapia. A quimioterapia
é feita com o uso de medicamentos simultâneos porque seus diferentes mecanismos
de ação sobre a célula cancerígena potencializam a sua ação.
Radioterapia – São radiações que
destroem ou inibem o crescimento das células cancerosas que formam um tumor. O
linfonodo acometido é irradiado com doses fracionadas. Para o Linfoma de
Hodgkin, esse tratamento é realizado muito cuidadosamente para que a radiação
seja feita exatamente no local necessário.
Transplante de medula óssea – É
considerado o reabastecimento de células saudáveis na medula óssea do paciente.
Nos casos de Linfoma de Hodgkin, normalmente, essa opção é utilizada quando a
doença permanece mesmo após a quimioterapia e/ou radioterapia com a combinação
de medicamentos. O transplante pode ser feito pelas próprias células-tronco do
paciente, considerado transplante Autólogo, ou por meio de um doador, chamado
de transplante Alogênico.
Uso de Terapias Alvo – No Brasil,
existe apenas um medicamento aprovado como terapia alvo para o tratamento de
Linfoma de Hodgkin, cuja substância ativa se chama brentuximabe vedotina. A
droga tem como alvo apenas as células cancerígenas, diferente do que acontece
com a quimioterapia, que não tem a mesma seletividade e especificidade no seu
mecanismo de ação.
Sobre a Takeda
Sediada em Osaka, Japão, a Takeda
é uma companhia farmacêutica global que investe em pesquisa e inovação para
comercializar mais de 700 produtos em 70 países, sendo especialmente forte na
Ásia, América do Norte, Europa e Mercados Emergentes, incluindo América Latina,
Rússia-CIS e China. Fundada há 235 anos, é hoje uma das 15 maiores
farmacêuticas do mundo e a número 1 no Japão, graças ao esforço contínuo de
seus 31.000 colaboradores em lutar pela melhoria da saúde e um futuro mais
brilhante das pessoas em todo o mundo, por meio da liderança na inovação de
medicamentos. Com a integração da Millennium Pharmaceuticals e da Nycomed, a
Takeda vem se transformando, aumentando sua expertise terapêutica e alcance
geográfico.
A Takeda tem duas fábricas
instaladas em território nacional - Jaguariúna (SP) e São Jerônimo (RS),
contando com quase 2.000 colaboradores. A área de MIPs (medicamentos isentos de
prescrição) possuí medicamentos que são líderes no mercado e representam 48% do
faturamento da companhia, que tem no portfólio produtos conhecidos como
Neosaldina® (analgésico), o remédio para dor de cabeça mais vendido do
Brasil[1]; Eparema/Xantinon® (digestivos), que juntos demandam mais de 90
milhões de reais[2]; Nebacetin® (antibactericida), a marca preferida pelos
brasileiros para ferimentos[3], e MultiGrip® (antigripal), o medicamento mais
vendido do Brasil para o tratamento dos sintomas da gripe[4]. Na área de
prescrição médica, as principais especialidades atendidas pela Takeda são:
gastroenterologia, cardiometabólica e imunologia, além da oncologia, lançada em
2015.
A afiliada no Brasil adquiriu em
julho de 2012 o laboratório nacional Multilab - com portfólio focado em MIPs,
genéricos e genéricos de marca – com o objetivo de diversificar a carteira de
produtos da companhia e aproximar-se ainda mais da nova classe média.
Para mais informações sobre a
Takeda, consulte o site: http://www.takedabrasil.com

