O curso de Geologia da UNAMA - Universidade da Amazônia está desenvolvendo um estudo integrado, interdisciplinar e interinstitucional dos recursos hídricos subterrâneos da Área de Proteção Ambiental em Algodoal-Maiandeua. A análise é feita com o monitoramento mensal da salinidade e da potabilidade da água na região. A pesquisa faz parte do programa de pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, que tem duração de um ano, e ainda está em fase coleta de material para estudo.
O projeto faz parte dos estudos
sobre as alterações e impactos no meio ambiente causado pelo desenvolvimento
urbano nas cidades do Pará. A pesquisa tem parceria com o LGAA - Laboratório de
Geologia de Ambientes Aquáticos, do professor Marcelo Moreno, da UFRA –
Universidade Federal Rural da Amazônia; IDEFLOR-Bio - Instituto de
Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará e Faculdade
UNINASSAU.
“A proposta é realizar o monitoramento
da qualidade das águas subterrâneas, acompanhando suas possíveis mudanças em
decorrência do aumento de atividades, como aumento da frequência turística e a
variação sazonal das chuvas. Será avaliada a qualidade da água em termos de
potabilidade ao longo de 12 meses e com os resultados obtidos serão elaborados
mapas analíticos sobre a evolução do crescimento urbano desordenado na APA”,
explicou o professor e coordenador Igor Charles. Além disso, o professor afirma
que o projeto utiliza as informações disponíveis nos órgãos municipais, no
sentido de compor o quadro de dados técnicos sobre os recursos hídricos
superficiais e subterrâneos da região.
A pesquisa vai gerar uma série de
mapas que vão indicar as áreas mais sensíveis, problemáticas ou susceptíveis à
contaminação, indicadas pela presença de coliformes fecais. “Em conversas com a
comunidade percebemos que a maioria das pessoas culpa a presença dos cavalos
como os responsáveis por possíveis contaminações do lençol freático. No
entanto, acreditamos que a principal fonte do problema seja a disposição
irregular de resíduos sólidos e falta de saneamento básico, com presença
inadequada de unidades de tratamento primário doméstico e fossas negras (buraco
no solo onde são levados os dejetos), construídas muito próximas aos poços, que
por sua vez são pouco profundos e susceptíveis a contaminação por organismos
patogênicos”, afirmou o professor.
A primeira fase da atividade de
campo foi realizada nos dias 8, 9 e 10 de junho, na Vila de Algodoal e Praia da
Princesa. Foram identificados aproximadamente 60 poços, e como teste piloto, 12
amostras de água foram analisadas em relação à presença e ausência de bactérias
do grupo de coliformes fecais. “As amostras foram analisadas no laboratório de
Bacteriologia da UNAMA e o Resultado foi que as 12 amostras analisadas
apresentaram presença de coliformes totais e oito amostras apresentaram
presença de bactérias presentes nas fezes de seres humanos”, revelou Igor.