A Secretaria de Estado de Saúde
Pública (Sespa) emitiu um informe aos 13 Centros Regionais de Saúde para que
alertem as 144 secretarias municipais de Saúde quanto ao reforço das ações de
controle e prevenção do sarampo. A medida já vem sendo tomada por outros
Estados. O alerta se deve a recentes surtos da doença na Venezuela e nos
Estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Sul, envolvendo inclusive pessoas
que viajaram à Europa. No Pará, os últimos três casos de sarampo foram
registrados em 2010, todos oriundos de outros locais.
Atualmente, a vacina contra o
sarampo está sempre disponível, gratuitamente, nas Unidades Básicas de Saúde,
por meio do seguinte esquema: uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de
idade e a segunda dose (com a vacina tetraviral, que também protege contra a
varicela) aos 15 meses. Adultos com até 49 anos de idade, sem histórico da
doença e/ou sem comprovante vacinal, também devem ser vacinados.
Apenas pessoas imunodeprimidas –
como as portadoras de doenças crônicas - e as grávidas não devem receber a
vacina. No caso das gestantes, estas devem esperar o parto para serem
vacinadas. Se a mulher planeja engravidar, um exame de sangue poderá certificar
se já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada antes da gravidez,
e esperar pelo menos quatro semanas para engravidar. No caso dos profissionais
de saúde, para serem imunizados são necessárias duas doses com intervalo de 30
dias entre elas, independentemente da idade.
Cobertura vacinal - O alerta é
importante porque as coberturas vacinais contra o sarampo no Brasil estão
abaixo da ideal, de 90%. No território paraense, a média de vacinados contra o
sarampo em 2017 está disposta da seguinte forma, segundo o site do Programa
Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde: 69% com a primeira dose
da Tríplice Viral e 55% para a tetraviral.
Segundo o informe emitido pelos
departamentos de Vigilância Epidemiológica e da Saúde da Sespa, o sarampo é uma
doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa, muito
comum na infância, podendo acometer também adultos. Os sintomas iniciais são
febre alta, acima de 38,5 °C, acompanhada de tosse persistente, irritação
ocular e coriza.
Após esses sintomas, geralmente
há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção
aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos
ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte, além de diarreias e até
infecções no encéfalo. Acomete com maior gravidade desnutridos, recém-nascidos,
gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
Contágio - A transmissão da
doença ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreção expelida ao tossir,
espirrar ou falar. O vírus pode ser transmitido do quarto ao sexto dia antes do
aparecimento das manchas vermelhas, e até o quarto dia após. Em caso de
suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e
evitar a circulação em locais públicos.
A orientação da Sespa aos
profissionais das secretarias Municipais de Saúde, sobretudo aos que atuam nas
salas de vacinação, é que notifiquem todo caso suspeito de sarampo, coletando
amostra sorológica de todo paciente que, independentemente da idade e da
situação vacinal, apresentar sintomas referentes à doença associados a relatos
de viagens ao exterior e aos Estados com casos confirmados nos últimos 30 dias,
ou de contato com pessoas do local, no mesmo período.
Para a comunidade, a Sespa
recomenda as seguintes providências: procurar um serviço de saúde caso
apresente sinais e sintomas de sarampo; atualizar o calendário vacinal e/ou se
imunizar contra o sarampo, como também, em caso de viagem para municípios,
estados ou países onde estejam ocorrendo casos de sarampo, regularizar a
situação vacinal antes de viajar.
Orientações - As secretarias
Municipais de Saúde devem divulgar à população as medidas preventivas contra a
transmissão do sarampo e informações sobre a doença, com a orientação de busca
de atendimento médico em caso de sinais e sintomas.
A título de informe técnico, as
gestões municipais deverão digitar, avaliar, acompanhar e atualizar as fichas
de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do
Ministério da Saúde.
Mais informações sobre o sarampo
estão disponíveis pelo link: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo