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| Crédito: Pedro Guerreiro / Arquivo Ag. Pará |
Segundo a coordenadora
estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, até o momento, 322.308 crianças foram
vacinadas contra a poliomielite no Pará, representando 54,11% da meta que é de
95% de um total de 595.688. "O estado precisa alcançar o indicador
epidemiológico de 95% de crianças vacinadas contra a pólio, para afastar
qualquer possibilidade de reintrodução do poliovírus selvagem ou mutação do
vírus vacinal, ambos ocasionados por baixa cobertura vacinal", alertou.
Para que essa
preocupação seja afastada, é fundamental que as famílias levem suas crianças de
um a quatro anos de idade até o posto de vacinação para tomar a vacina até o
dia 20 de dezembro. "Sabemos que os municípios têm realidades diferentes,
mas dos 144 apenas,12 já atingiram a meta da campanha", informou.
"Até na capital, Belém, a cobertura continua baixa com taxa de 27,74% de
crianças vacinadas de uma meta de 79.468", acrescentou a coordenadora
estadual.
A baixa procura pela
vacina é atribuída, em parte, à pandemia da Covid-19, já que muitos pais e
responsáveis temem levar as crianças aos postos de vacinação. "Por isso, é
importante que as Secretarias Municipais de Saúde façam a busca ativa, ou seja,
levem a vacina até à população em ações fora das unidades de saúde",
sugeriu Jaíra Ataíde.
Sinais e sintomas - É
importante ressaltar que a poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada
pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato
direto com fezes ou com secreções de pessoas doentes. Nos casos graves, pode
causar paralisias musculares, principalmente nos membros inferiores, por isso
também é conhecida como paralisia infantil.
De acordo com o
Ministério da Saúde, a doença permanece endêmica em três países (Afeganistão,
Nigéria e Paquistão), não havendo nenhum caso confirmado nas Américas.
Como resultado da
intensificação da vacinação, no Brasil, não há circulação de poliovírus
selvagem (da poliomielite) desde 1990, daí a importância de pais ou
responsáveis continuarem vacinando as crianças, pois é a única forma de
prevenção.
Sarampo - No que se
refere à Campanha de Vacinação contra o Sarampo voltada às pessoas de 20 a 49
anos de idade, a cobertura também permanece baixa, com um total de 877.125
pessoas vacinadas de uma meta de 3.485.894, correspondendo a uma taxa de
25,16%. Por isso a campanha de vacinação também continua no Pará até o dia 20
de dezembro.
"Independentemente
da campanha de vacinação, a vacina contra o sarampo está disponível para as
crianças a partir dos 12 meses dentro do calendário básico de vacinação da
criança", lembrou Jaíra Ataíde.
O sarampo é uma doença
infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa. A transmissão
ocorre pela tosse, fala, espirro ou respiração de pessoas doentes. Os
principais sinais e sintomas são febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas
vermelhas na pele. A pessoa deve procurar um serviço de saúde logo que
apresentar os primeiros sinais da doença. A suscetibilidade ao vírus do sarampo
é geral, e a única forma de prevenção é a vacina.
Dados - Em 2020, o Pará
já tem 5.372 casos confirmados, o que corresponde a 64,4% do total de casos
confirmados no Brasil. Os dados também apontam que 69% dos casos confirmados no
estado foram registrados em pessoas não vacinadas e 13% informaram que haviam
tomado ao menos uma dose da vacina.
No que tange à
notificação de casos, o diretor de Epidemiologia da Sespa, Bruno Pinheiro,
alerta que os casos suspeitos devem ser notificados até 24 horas à Secretaria
Municipal de Saúde. "Além disso, deve ser feita investigação com a busca
em até 48 horas de contatos não vacinados em todos os locais percorridos pelos
casos suspeitos e o bloqueio vacinal dos contatos não vacinados em até 72 horas
após a notificação", explicou.
SERVIÇO
As vacinas contra a
poliomielite e contra o sarampo continuam disponíveis em todas os postos de
vacinação dos 144 municípios paraenses.