A Secretaria de Justiça e Direitos
Humanos (SejuDH) está com inscrições abertas para o seminário “Feminicídio e
outras violências: conhecer para se proteger!”. A programação ocorre no próximo
dia 1º, como parte da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher,
oficializado no dia 8 de março.
As palestras marcam a abertura oficial
do mês dedicado, exclusivamente, a mobilizar e envolver os 144 municípios na
causa em favor da população feminina. Na pauta estão ações educativas voltadas
para debater o feminicídio em seus aspectos socioculturais e jurídicos, como
explicou Ana Cristina Marques, servidora da SejuDH responsável pela execução
técnica da programação.
A iniciativa é da Coordenadoria de
Integração de Políticas para Mulheres (CIPM), vinculada à SejuDH, e realizada
em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado, Defensoria Pública, Polícia
Militar, Secretarias de Estado de Educação e de Saúde, Corpo de Bombeiros
Militar, Ministério Público Estadual e Fundação Pro Paz.
Serviço – O evento será realizado no
auditório Agnano Monteiro Lopes, no Fórum Cível de Belém, das 8h às 12h. Interessados em participar devem se inscrever
até o próximo dia 20, no site https://www.even3.com.br/campanha08demarco, em
que também podem ser encontradas maiores informações sobre o evento.
Rede – Durante o mês de março, os órgãos
colaboradores da campanha irão promover ações de apoio a esta população e
enfrentamento a práticas criminsas contra as mulheres. Para alinhamento das
programações, foi realizada uma reunião no último dia 12 com os representantes
de cada órgão que compõe a rede.
Na ocasião, ficou acordado que o tema
será feminicídio e, entre as ações da rede, a Delegacia de Atendimento aos
Grupos Vulneráveis – DAV/PC disponibilizará atendimento especifico por quatro
dias, ainda a definir, com abertura de 700 inquéritos.
“A violência não se inicia com o acometimento
do feminicídio, mas sim com injúria, ameaças e lesões corporais. Nosso intuito
é incentivar essa mulher a procurar a delegacia, registrar ocorrência, enquanto
essa agressão é considerada leve, para que no futuro ela não seja vítima do
feminicídio”, afirmou a delegada e diretora da DAV/PC, Priscila Morgado.
A primeira reunião da rede fomentou,
ainda, a interação entre as entidades participantes da campanha para levar aos
municípios propostas de enfrentamento, pontuou Ana Cristina.