Já faz tempo que a biodiversidade
da Amazônia está sob as lentes da biomedicina e farmacologia. Agora, a
potencialidade medicinal das plantas amazônicas deve ser estudada na própria
região de origem, é o que defende a empresa Vita Derm Hipoalergênica,
especializada em produtos dermatológicos. A proposta foi apresentada ao
governador Simão Jatene pelo Dr. Marcelo Schuman, presidente da Vita Derm,
durante o encontro realizado na manhã desta sexta-feira, 2, no Palácio do
Governo.
“Conversei com o governador sobre
o desenvolvimento de produtos da Amazônia no Pará, para que a gente pudesse
fazer ingredientes ativos e produtos cosméticos de uma maneira simples e
possível, que não implique grandes recursos. A ideia é criar uma indústria
escola, em espaços universitários, para arregimentar alunos, professores e
moradores da região que conhecem a floresta como poucos”, explicou o Dr.
Marcelo Schulman que também propôs a realização de atividades acadêmicas que
possam fortalecer a troca de experiências.
“A minha proposta é realizar um
Fórum Científico Acadêmico em março ou abril de 2017, para acadêmicos e
profissionais da engenharia química, farmácia, fisioterapia, nutrição,
cosmetologia, estética, medicina e dermatologia, porque todas têm, como
princípio comum, a manutenção da saúde, da qualidade de vida, da preservação,
da terapia, do acompanhamento de auxilio a saúde”, revelou o especialista ao
dizer que o cosmético passa a ser uma ferramenta de saúde que cura e que, ao
mesmo tempo, previne. A proposta também inclui a realização de um encontro
nacional, no segundo semestre, voltado para manipulação e fabricação
medicamentosa com insumos amazônicos.
Marcelo Schulman acredita
que a Amazônia deve estar no centro das atenções mundiais, no que se refere a
farmacologia. “Temos que aprofundar os estudos dos produtos regionais como o
muru-muru, pequi, cupuaçu, castanha do Pará, para verificar quais ativos tem em
quantidade que a gente pudesse aferir a eficácia e eficiência desses ativos
quando colocados na pele, dentro de um cosmético, para ver o resultado que eles
exercem, suas características e propriedades e colocar isso para o mundo
inteiro. O mundo fala da Amazônia, então a gente tem que trabalhar com isso”,
reiterou.
A proposição da Vita Derm foi bem
recebida pelo governador Simão Jatene que direcionou a empresa para discutir o
assunto junto ao secretário Alex Fiúza, da Secretaria de Estado de Ciência,
Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet). O professor e empresário Marcelo Schulman trabalha há mais de 30 anos no ramo de biocosméticos e
desenvolvimento de cosméticos. É fundador presidente da Vita Derm
Hipoalergênica, coordenador do curso de Estética e Cosmético na faculdade
Oswaldo Cruz, em São Paulo e desenvolveu o primeiro curso de estética superior
do mundo, na Anhembi Morumbi. O especialista também integra o grupo
internacional de bioengenharia cutânea.
