A 10ª Feira Estadual de Ciência,
Tecnologia e Inovação (Fecti) será realizada nos dias 23, 24 e 25 deste mês,
pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e
Tecnológica (Sectet). Uma das atrações do evento será o Time Enactus da
Universidade Federal do Pará (UFPA), que apresentará uma roda de conversa sobre
empreendedorismo social no dia 23, às 14h, no Teatro Maria Sylvia Nunes.
"A Enactus é uma rede internacional
de estudantes universitários que desenvolvem ações empreendedoras na área de
tecnologia social, com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Convidamos o
time da UFPA para mostrar suas ações com vistas a inspirar outros jovens a
terem atitudes socialmente empreendedoras e inovadoras", esclarece Dineusa
Fontes, da coordenação da Fecti.
Projetos - O Time Enactus UFPA faz parte
de uma rede global que está presente em 37 países. Realizar ações de
empreendedorismo social pensadas para a realidade da Amazônia é o objetivo
principal do grupo, que participa pela primeira vez da Fecti. Eles irão
compartilhar suas experiências em uma programação interativa com os
participantes.
O grupo desenvolve cinco projetos: Amana
Katu (universalização do acesso à água potável), Costuraê (mulheres
costureiras), Fiero (aproveitamento de alimentos nas feiras), Ciclica (reciclagem
de resíduos sólidos) e Minerva (mulheres prestadoras de serviços de reparos
residenciais a outras mulheres).
Transformação pessoal - Além de
beneficiar comunidades da região amazônica com seus projetos de transformação
social, o Time Enactus UFPA também acaba cumprindo um importante papel no
desenvolvimento pessoal dos membros da equipe. "A Enactus me transformou
como ser humano", afirma o vice-presidente do Time, Wilson Costa,
engenheiro de Produção e mestrando em Engenharia Civil na UFPA.
Muitos desses estudantes, seja da
graduação ou pós-graduação, encontraram na equipe uma forma de exercitar as
habilidades que aprendem na universidade ou mesmo desenvolver novas
competências que servirão para a vida toda, além de principalmente, encontrar
novas perspectivas para colocar em prática o que aprenderam.
Wilson participa da equipe há sete anos.
"Eu tenho consciência de que tudo que foi investido em mim, tudo que eu
aprendi, agora eu retorno pra sociedade. Estou podendo utilizar esse
conhecimento para que, de alguma forma, eu possa estar mudando a realidade das
pessoas", explica.
*Colaboração: Matheus Luz
