Promover a inclusão digital e a
conectividade para fortalecer a comunicação com os moradores de áreas remotas
da Amazônia. Este é o principal objetivo do Conecta Xingu, projeto desenvolvido
pela empresa Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte,
que está levando internet para comunidades ribeirinhas da Volta Grande do Xingu
e 11 Terras Indígenas do Médio Xingu.
O projeto consiste na instalação de 138
antenas de internet via satélite em 70 localidades, beneficiando cerca de 8 mil
pessoas. Desde março, 96 antenas já foram instaladas em aldeias, comunidades
indígenas e comunidades ribeirinhas.
“Internet, acima de tudo, é acesso
democrático à informação, um direito ao exercício de cidadania que agora passa
a estar disponível para as comunidades remotas do Médio Xingu”, destaca a
superintendente Socioambiental da Norte Energia, Luciana Soares.
Com o sinal de internet, informações
sobre a vazão do rio Xingu e ações socioambientais da Norte Energia realizadas
nessas regiões poderão ser compartilhadas em tempo real com a população local,
fortalecendo o diálogo, a transparência das ações e minimizando os impactos
relacionados às transformações ambientais na região.
A implantação é feita em pontos
estratégicos e atende compromissos do licenciamento ambiental - como a
instalação em Unidades Básicas de Saúde Indígenas (UBSIs) construídas pela
Norte Energia no Médio Xingu - e ações estabelecidas no recente Termo de
Compromisso firmado pela concessionária e IBAMA para fortalecer a atuação da
empresa na Volta Grande do Xingu.
“Para além dos compromissos,
considerando a importância da comunicação, sobretudo nesse contexto de
pandemia, também estamos implantando antenas nas escolas indígenas que foram
construídas pela empresa”, acrescenta a gestora da Norte Energia responsável
pelas ações relacionadas aos povos indígenas, Nina Fassarella.
Tassila Silva, moradora de uma
comunidade ribeirinha da Volta Grande do Xingu, já está usando a internet
disponibilizada pela Norte Energia. “Eu nasci e me criei nessa ilha do Bacabal,
e é a primeira vez que tenho internet, não sei nem mexer direito. Mas agorinha
falei com minha filha que mora lá no Mato Grosso. É um privilégio para nós, que
nunca tivemos isso aqui", disse.