Prefeitura de Belém garante a comercialização e o preço do pescado na Semana Santa



A já tradicional movimentação na Pedra do Peixe do Complexo do Ver-o-Peso, na Cidade Velha, em Belém, aumentou a partir desta segunda-feira, 26, quando belenenses começaram a providenciar ingredientes para o almoço da Sexta-Feira Santa, dia em que a Igreja Católica recomenda a não ingestão de carne vermelha.

Na chamada Operação Semana Santa, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Secon), mantém cerca de 40 agentes atuando na Pedra do Peixe, principal porta de entrada do pescado na capital paraense, para onde chegam cerca de 100 a 110 toneladas de peixes por dia.

A operação é dividida em três turnos e segue até o dia 30 de março. Além da Secon, outros órgãos da Prefeitura trabalham no ordenamento na Pedra do Peixe. A fiscalização da qualidade do pescado comercializado é feita pelo Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma); o descarte de peixes no rio é fiscalizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma); a limpeza da área, pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan); o reforço estrutural, como a iluminação do espaço, fica a cargo da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb); o controle do tráfego de carga e descarga é feito por agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob); e a garantia da segurança de todas essas ações é responsabilidade da Guarda Municipal de Belém (GMB).

Decreto - O Decreto Municipal 90.847/2018, de 20 de março de 2018, que permite a circulação intermunicipal de pescado a partir de Belém foi homologado pelo prefeito Zenaldo Coutinho e publicado no dia 23, no Diário Oficial do Município. O decreto, reeditado há 20 anos, é uma tradição da Semana Santa, visando à garantia de pescado para o consumo da população local.

O parágrafo único do decreto diz que a circulação intermunicipal de pescado, em Belém, será feita apenas aos interessados devidamente cadastrados junto à Secon, até às 6 horas do dia 30. A operação teve início desde o dia 21 passado.

Durante a Semana Santa e o período do decreto, o trabalho da Secon se concentra em fiscalizar a comercialização do pescado, para garantir o abastecimento nos mercados municipais dentro do estado do Pará e emitir a Guia de Transporte do Pescado (GTP). Essa guia só é emitida aos transportadores de outros municípios que são cadastrados na Secon e devidamente registrados nas suas prefeituras de origem.

Pescado - O decreto municipal levou em consideração dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que mostram o aumento do preço do pescado nos últimos 12 meses e os atuais valores praticados no mercado, que inviabilizariam o consumo de peixe pela população de baixa renda.

O decreto prevê, ainda, a necessidade de adoção de medidas conjuntas entre os poderes públicos municipal e estadual quanto à fiscalização e ao abastecimento, com vistas a criar condições para o consumo de pescado com preço mais acessível pela população durante o período da Semana Santa.

Preços - A variedade do pescado vendida na Pedra do Peixe é grande. O peixe serra está saindo R$ 8 o quilo, assim como o quilo da tainha e da pratiqueira. O tamuatá pode ser comprado a R$ 3 o quilo. A pescada gó está a R$ 8 o quilo, enquanto que o mapará está ficando a R$ 4 o quilo. O caruaçú e o curimatã estão com o mesmo preço, de R$ 8 o quilo.

A sarda sai por R$ 10 o quilo, tilápia a R$ 7, a piramutaba a R$ 10, a pescada amarela a R$ 12, o filhote a R$ 13 e a dourada a R$ 12 o quilo.

Equipes da Secon começam a atuar na fiscalização do comércio do peixe, na pedra do Ver-o-Peso, desde a meia-noite e seguem até às 6h, diariamente.