O último foragido acusado de
envolvimento nas mortes ocorridas no bairro do Guamá, em Belém, no último dia
19, se entregou, na noite de terça-feira (28), na Divisão de Homicídios. Jonatan
Albuquerque Marinho, 34, de apelido "Diel", prestou depoimento até
por volta de 3h. Na manhã desta quarta-feira (29), ele foi conduzido para exame
de corpo de delito no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e depois
encaminhado ao Sistema Penitenciário, para ficar à disposição da Justiça.
Com ele, os oito identificados nas
investigações como envolvidos nas mortes já estão presos.
Em entrevista coletiva na
Delegacia-Geral, o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Uálame
Machado, acompanhado do comandante-geral da PM, coronel Dilson Junior, e do
delegado-geral Alberto Teixeira, apresentou mais informações sobre o andamento
do inquérito. O prazo de encerramento é de dez dias contados a partir da
sexta-feira passada, quando dois policiais militares acusados de envolvimento
nas mortes foram presos por ordem judicial.
O secretário destacou a celeridade com
que o caso foi esclarecido e parabenizou toda a equipe da Delegacia Geral, do
Núcleo de Inteligência Policial e os policiais civis, que integram a Divisão de
Homicídios, pelo empenho.
"Enaltecemos tanto a celeridade que o fato foi esclarecido como a
conclusão com as prisões que foram deferidas. Ao final de menos de dez dias,
conseguimos capturar todos os que estavam envolvidos no crime", ressalta
Machado.
Ele salienta que, atualmente, não há
mandados pendentes de cumprimento dentro do inquérito, mas que as investigações
continuam e que os dados existentes já apontam indícios de envolvimento das
pessoas presas. "Há ainda provas a serem produzidas pelo Centro de
Perícias, a partir do local de crime, da balística, das análises de imagens e
dos equipamentos apreendidos no dia da operação, para cumprimento de buscas e
apreensões realizada na sexta-feira passada", enfatiza o secretário.
Uálame Machado destaca a integração dos
órgãos de Segurança Pública no trabalho de investigação e na operação policial
realizada na última sexta-feira, que resultou em prisões, entre as quais, as de
policiais militares acusados de envolvimento nas mortes. "Além de integrar
vários setores da Polícia Civil na investigação, como o NIP, Divisão de
Homicídios e Grupo de Pronto-Emprego (GPE), a gente teve o cuidado de que a PM
acompanhasse todos os elementos que envolviam policiais militares",
ressalta.
O secretário enfatiza, ainda, que todos
os mandados foram cumpridos dentro da legalidade. Na conclusão do inquérito
será especificada a motivação dos crimes e se há mais alguém envolvido.
Investigações – Com a prisão de
"Diel', no caso das mortes ocorridas no Guamá, o delegado dá por encerrada
a investigação, para identificar as pessoas participantes diretamente no local
do crime. O delegado destaca que, com o depoimento dele, confirmou-se o que já
havia sido apurado anteriormente, tanto na mecânica do crime, quanto na
identificação dos demais envolvidos.
“Todo o Sistema de Segurança Pública foi
importante para elucidação do crime, principalmente, a Divisão de Homicídios,
com atuação de toda a equipe, e apoio fundamental da Secretaria de Segurança
Pública e da Polícia Militar. Além do crucial apoio do Poder Judiciário e do
Ministério Público”, destacou o delegado-geral, Alberto Teixeira.
Até o momento, salienta Teixeira, as
investigações resultaram em quatro armas apreendidas e que podem ter sido
usadas nas mortes. São duas pistolas calibres ponto40, uma pistola calibre 380
e um revólver calibre 38. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três
locais: um bar e em duas padarias.
Em relação ao preso "Diel", o
que se tinha era apenas o apelido do acusado. Com o avanço das investigações,
foi possível chegar ao nome completo dele, e endereço de residência e do
trabalho. Ele não foi localizado nos endereços e permanecia foragido. O acusado
alega que esteve em uma padaria, onde os crimes teriam sido planejados, mas
nega ter participado das execuções, afirmando que apenas deu suporte (apoio).
Integração – O comandante-geral da PM,
coronel Dilson Junior, destacou a integração entre os órgãos do Sistema de
Segurança na investigação do caso.
"Desde o primeiro momento que
tomamos conhecimento (do crime), deslocamos equipes da Corregedoria Geral (PM)
ao local para interagir com os delegados. Durante toda a semana, houve muita
troca de informações e trabalho de equipe mesmo. Ficamos felizes por termos
colaborado e tristes por ter presença de policiais militares envolvidos nesse
episódio do Guamá, mas estamos certos de que ninguém está acima da lei. Com a
corregedorias atuantes, a gente vai ter polícias cada vez mais fortes",
ressalta.
Presos:
Jonatan Albuquerque Marinho, 34 anos, de
apelido "Diel" – Apresentou-se na noite de terça-feira (28) à Divisão
de Homicídios.
Cabo PM Leonardo Fernandes de Lima –
Apresentou-se à Divisão de Homicídios no último domingo (dia 26).
Cabo da reserva José Maria da Silva
Noronha – Apresentou na Divisão de Homicídios no sábado (27).
Cabos PM Wellington Almeida Oliveira e
Pedro Josimar Nogueira da Silva – O primeiro foi preso, na sexta-feira passada,
na operação Kratos realizada pelas Polícias Civil e Militar, e o segundo se
apresentou na noite do mesmo dia, na Delegacia-Geral.
Edivaldo dos Santos Santana, Aguinaldo
Torres Pinto e Jaisson Costa Serra – Presos durante a semana passada.

