Na madrugada desta segunda-feira (24), a
fotógrafa Adriana Trindade, 40 anos, que sofreu um acidente de moto enquanto
voltava de uma consulta médica na cidade de Bragança, passou por uma cirurgia
de emergência, e de sucesso, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência
(HMUE), unidade pública do Governo do Pará, gerenciada pela Pró-Saúde sob
contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em
Ananindeua.
A paciente sofreu uma lesão grave e
ficou sem sustentação da mão após parte do membro ficar preso na roda da
motocicleta, e precisou passar uma cirurgia de tratamento de reconstrução
óssea, que durou cerca de duas horas e meia.
Médicos ortopedistas, enfermeiros,
técnicos de enfermagens, anestesista, cirurgião vascular e técnico de raio x
atuaram de forma segura e com agilidade no atendimento à paciente que teve uma
fratura exposta dos ossos do antebraço e punho esquerdo. A operação envolveu
mais de dez procedimentos de recuperação e contou com uma equipe especializada
e experiente.
“A paciente chegou com uma lesão grave
na unidade, então tivemos uma atuação precisa e rápida. Houve uma perda de
contato entre mão e braço fazendo com que o membro ficasse sem sustentação, mas
fizemos de tudo para salvar o membro, e ela teve essa possibilidade. A cirurgia
foi eficaz”, conta Alexandre Maru, médico ortopedista que participou da
cirurgia.
O especialista afirma que o estado de
saúde da paciente é estável, mas ressalta que a fotógrafa ainda está em
observação. “Ela foi acolhida por toda uma equipe, com o atendimento que
oferecemos a todos de suporte da ortopedia. É uma vitória de toda a equipe,
desde a recepção, passando pelo bloco cirúrgico, até a enfermaria, mas ainda
estamos no início do processo e esperamos que essa evolução continue positiva.
Ainda há uma luta pela frente e estaremos ao lado da paciente”.
A fotógrafa, conhecida como “Dri”, deu
entrada na unidade no final da tarde do dia 23, encaminhada pelo Hospital Santo
Antônio de Maria Zacarias, em Bragança. Após passar pelo procedimento, Dri
estava muito emocionada pela comoção dos amigos e público que acompanha seu
trabalho. A paciente, que é ativista em causas de proteção aos animais e
realiza trabalho voluntário de fotografia para resgatar a autoestima de
mulheres, agradeceu pelo atendimento e pelo apoio de todos que se sensibilizam
pelo seu estado de saúde.
“Quando eu cheguei aqui, o atendimento
foi rápido. Eu estava com muito medo e preocupada. Confesso que eu não tinha
muita esperança, pois minha mão estava solta, mas na hora do procedimento eu me
mantive calma, e uma equipe me acolheu. Estou com boas expectativas sobre o meu
caso, tive apoio de muitos amigos, sinto que o pior já passou, agora é um passo
de cada vez. Agradeço a equipe e a todos que me mandaram mensagens de carinho.
Tenho fé e esperança que vou continuar meu trabalho junto a todos que também
lutam pelas causas que defendo”, relata Adriana.
O coordenador de Ortopedia, Adriano
Ughini, destacou a importância da composição da equipe para que esse momento
inicial do tratamento tivesse ocorrido com sucesso, e agradeceu pela parceria
dos oito profissionais que estiveram envolvidos no procedimento. “É muito
gratificante ter esse reconhecimento, pois é resultado de um trabalho em
equipe, com profissionais capacitados. Saber que ela está bem e que acredita no
nosso trabalho, vale mais que qualquer coisa. Eu agradeço por fazer parte dessa
equipe do Metropolitano, que não mede esforços para realizar um bom trabalho e
proporcionar um atendimento humanizado”.
O Hospital Metropolitano de Urgência e
Emergência é referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas
e queimados para a região Norte, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O
Metropolitano realizou, em 2019, mais de meio milhão de atendimentos, entre
internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos
multiprofissionais e consultas ambulatoriais.
