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Crédito: FSCMP / ASCOM
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A Covid-19 vem afetando a captação de
leite de Bancos de Leite Humano (BLH) em quase todo o Brasil, mas a Santa Casa
do Pará tem conseguindo driblar os efeitos da pandemia e, pelo menos, manter
estabilizada sua captação. Nos meses de março e abril de 2020, com o apoio do
projeto Bombeiros da Vida, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, o Banco
conseguiu coletar 440,6 litros de leite, um acréscimo de 1% em relação aos
mesmos meses do ano passado.
Um aumento que mesmo pequeno, pode ser
suficiente para alimentar, em um dia, até 40 recém-nascidos, que ainda recebem
pequenos volumes, como 1 ml. A manutenção das doações é resultado de um grande
esforço das equipes do banco e dos Bombeiros da Vida para adequar a captação ao
novo cenário de cuidados exigidos com as doadoras e com os profissionais que
atuam na coleta de leite.
"Nós tomamos medidas, seguindo as
orientações de acordo com o que diz o Ministério da Saúde e os órgãos de
vigilância em saúde, respeitando também o decreto do governador, tendo como
referência 3 pontos base, que são o distanciamento social, a utilização dos
EPIS, fornecidos pela Santa Casa e pelo Corpo de Bombeiros, e a intensificação
dos contatos remotos (por telefone e WhatsApp) com as doadoras, para a
orientação sobre o uso do kit doação. Por conta disso, conseguimos manter as
doações com segurança e passando essa segurança também para as doadoras, sendo
que também fomos favorecidos porque a busca do leite já é feita na residência,
sem a necessidade da doadora sair do seu domicílio, algo que está sendo
estimulado nesse período", explica a coordenadora do Programa Bombeiros da
Vida, do Corpo de Bombeiros do Pará, Cabo Carlena.
A doadora Amanda Rocha, mãe de Isis,
começou a doar há sete meses. Além de dar de mamar a menina exclusivamente no
peito, até os 6 meses, Amanda se manteve ativa nas doações nos dois últimos
meses. Ela destaca a praticidade e importância da doação.
" A pandemia não foi um problema
pra eu fazer minhas doações, pois os bombeiros trazem o kit de doação na minha
casa e vem depois buscar o leite que eu doei. Então, eu digo pra outras mães
que querem ser doadoras, que elas não precisam se preocupar em estar saindo e
podem doar para que não falte leite para essas crianças que estão precisando
tanto", apela a doadora.
Para a coordenadora do Banco de Leite da
Santa Casa, a nutricionista Cynara Souza, tanto a doação, quando o aleitamento
materno podem e devem ser mantidos durante a pandemia.
"Doar leite materno em tempos de
pandemia é seguro. É seguro para quem doa, para a equipe que coleta e para quem
recebe.
A doadora não precisa sair de casa para
doar
Basta que ela entre em contato com a
equipe, através dos contatos do banco de leite. Doar Leite Materno é seguro e
salva vidas!", afirma a nutricionista que também explica como deve se dar
o aleitamento materno.
"Mães que estejam sintomáticas para
a Covid-19 podem e devem amamentar, com uso de máscaras e ter atenção a
higienização das mãos antes e depois dos cuidados com o bebê. Já a doação de
leite materno, pela mãe que apresentou sintomas, deve ser realizada de forma
segura, após a quarentena e liberação médica", explica Cynara Sousa.
Atualmente, a quantidade de leite humano
doado ao BLH da Santa Casa é suficiente para atender aproximadamente 30% dos
bebês internados, sendo necessário o aumento dessa arrecadação para que mais
recém nascidos tenham o melhor alimento para essa fase da vida.
Para doar leite materno, basta que a
mulher esteja saudável e amamentando. O banco também precisa de doações de
recipientes, como os de café solúvel (de vidro com tampa de plástico) para o
armazenamento e processamento do leite doado. Para mais informações ligue para:
4009-0375/4009-2212/4009-2311 ou para 988996326 (WhatsApp e telefone), no
horário das 8h às 18h.

