O período de fortes chuvas no Pará traz reflexos negativos para o quadro de captação da Fundação Hemopa. Somado aos efeitos da pandemia da Covid-19 e da transmissão das Influenzas, as unidades de coleta amanhecem sem voluntários para fazer a doação de sangue. A média de coleta diária, em Belém, em janeiro é de 167 bolsas de sangue, quando o ideal é coletar 250 a 300 bolsas para deixar os estoques satisfatórios para atender a demanda hospitalar.
"O mês de janeiro é, historicamente,
crítico para nós por causa da chuva que todos os dias aparece, em Belém. Os
nossos doadores de sangue encontram dificuldades de deslocamento. E ainda
estamos sob efeito da pandemia e, agora das gripes, o que causa ainda mais a
diminuição do movimento. Mas é importante destacar que os pacientes estão
precisando de sangue constantemente, portanto, o trabalho de captação de
doadores não pode parar", destacou Paulo Bezerra, presidente da Fundação
Hemopa.
"Doar é um ato é extraordinário.
Você está doando aquilo que Deus lhe deu, como fôlego de vida", ressaltou
Raquel Paiva, 35 anos, agente de segurança pública. Ela também deixou um recado
para quem está bem, saudável e, pode ser um doador de sangue. "Quem ainda
não é doador poderia entrar no site do Hemopa, pesquisar os lugares e horários
e, com certeza, algum período do dia vai parar de chover e você tem a
possibilidade de vir doar. Lembrando que você está ajudando alguém que não
conhece, mas nunca se sabe se o seu parente pode precisar. E aí é esse sangue
doado que pode salvar".
· Pesar mais de 50 kg;
· Estar em boas condições de saúde.
No momento do cadastro, é obrigatório
apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG,
CNH), passaporte ou carteira de trabalho).
É necessário ficar atento também para os sintomas gripais. Quem apresentou qualquer sintoma, deve esperar 15 dias após o fim dos sintomas, se tiver o teste de comprovação que não é Covid-19. Caso não tenha o teste de Covid, deve esperar 30 dias após os sintomas gripais.
