Prefeitura de Belém realiza ação no Dia Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantil

 

Nesta quarta-feira, 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Secretaria Municipal de Educação (Semec), por meio da Coordenação de Educação Infantil, está com uma programação intensa nas escolas municipais, com rodas de conversas, exposição de trabalhos infantis e caminhadas no entorno das unidades pedagógicas.

 As ações educativas fazem parte do projeto Ser Criança e Adolescente na Belém da Nossa Gente. O projeto tem a parceria do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), nas formações do docentes.  Este ano, o projeto completa 15 anos e tem como tema Minha Casa – Lugar de esperança e proteção dos direitos das crianças.

 Programação – No bairro das Águas Lindas, a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Nova Vida e as Unidades de Educação Infantil Aurá, Verdejantes e Bolonha irão se reunir em uma manifestação cultural na Praça do Conjunto Verdejantes, a partir das 7h30, para conscientizar a sociedade sobre a temática. A secretária municipal de Educação, Márcia Bittencourt, acompanhará a programação lúdica, que contará com a participação das crianças, servidores e oficinas. 

Também haverá manifestações nas 143 escolas que atendem a rede municipal nesta modalidade de ensino. Em Mosqueiro, haverá manifestação cultural na praça do Carananduba, com a participação de todas as escolas do distrito mais os órgãos de proteção, incluindo Conselho Tutelar. 

No dia 20 de maio, o projeto participará de encontro do Maio Laranja do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), com a presença das escolas com docentes e assistentes escolares do Distrito do Guamá (Dagua). O encontro vai ocorrer no Fórum Criminal Desembargador Romão Amoedo Neto, na Cidade Velha.

 No dia 27 de maio, a Semec vai lançar um breve documentário sobre os 15 anos de história do projeto Ser Criança e Adolescente na Belém da Nossa Gente na rede municipal e  apresentar o desenho do símbolo lúdico da criança vencedora do concurso, em vetor, para ser usado nas ações de 2023 das escolas.

 Panorama - A violência sexual contra crianças e adolescentes é um fenômeno complexo e de difícil enfrentamento, inserido num contexto histórico-social de violência endêmica e com profundas raízes culturais. Foi apenas na década de 90, com a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que esses passaram no Brasil a ser juridicamente considerados sujeitos de direitos, e não mais menores incapazes, objetos de tutela, de obediência e de submissão. 

A escola é porta de entrada da rede proteção em situações de violência contra crianças e adolescentes. Os educadores têm condições de identificar mudanças de comportamento indicativas de que algo não está bem ou que houve a prática de violência, porque a escola é um local onde a criança e o adolescente estabelecem uma relação de confiança, de afeto, com os educadores.