A harmonia entre o som do piano, do contrabaixo e do trompete marcará o retorno da série Música de Câmara ao Theatro da Paz, que abrirá o Foyer do Salão Nobre para receber o público nesta segunda-feira (16), às 18h30. O concerto é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM).
O concerto será uma grande oportunidade de mostrar o repertório solo dos instrumentos, suas características e desafios que apresentam. Outro ponto em destaque é a sonoridade de cada instrumento, que exige um trabalho excepcional no palco, reforça Roger.
Dinâmico - O público pode esperar um
concerto bem dinâmico, que vai viajar por vários períodos históricos, começando
pelo clássico - executando obras de Joseph Haydn e Karl Ditters Von Dittersdorf
- e seguindo pelo período romântico, com obras de compositores como Sergei
Koussevitzky e Georges Enesco. O espetáculo será uma viagem pela trajetória dos
instrumentos e sua evolução ao longo tempo, pois são os concertos mais exigidos
nas audições e escolas pelo mundo - concertos emblemáticos e idiomáticos.
Pianista, solista e camerista, participa
desde a primeira versão do Festival de Ópera do Theatro da Paz. Entre as muitas
montagens, alguns títulos são Machbeth, Il Guarani, Otelo, Pescador de Pérolas,
Soror Angelica, O Telephone, entre outras.
Também coordenou e organizou a
publicação de vários livros e documentos, entre eles: "Memórias do
Instituto Estadual Carlos Gomes", 2ª Edição do livro "Canções",
de Waldemar Henrique, e o catálogo ilustrativo sobre o "Memorial do
Instituto Carlos Gomes". Participou como pianista da gravação de vários
discos do Selo Uirapuru da Secult/PA. Foi pianista do I, II e III curso de
"Formação em Ópera para Cantores", realizado pela Secult/PA e Theatro
da Paz e, por fim, participou como pianista na abertura do XX Festival de Ópera
do Theatro da Paz.
Contrabaixista natural de Limeira/SP,
iniciou os estudos musicais na Escola Livre de Música. Em São Paulo, continuou
sua formação na EMESP, de 2013 a 2017, e concluiu em 2020 o bacharelado em
Música, na Faculdade Cantareira.
Roger Brito iniciou seus estudos
musicais com seu pai, maestro Rogério Brito, aos sete anos de idade. Teve aulas
de piano e iniciação musical sob orientação da professora Marcia Visconte, no
conservatório "Forte das Artes", em São Paulo. Foi aluno da turma do
professor Fernando Dissenha, na "Faculdade Cantareira", e também do
professor Sérgio Cascaperah, na USP.
Destaca-se também a participação na gravação integral das sinfonias de Villa Lobos, sob a regência de Isaac Karabitchevsky, pelo selo internacional Naxos. Participou de concertos como músico convidado nas temporadas de 2013 a 2018 da Orquestra do Theatro São Pedro e Orquestra Filarmônica, de Minas Gerais (2014) e Orquestra Filarmônica de Goiás (2018).
Foi 1º colocado no prêmio Gilberto Siqueira de Excertos Orquestrais (2016) e convidado para atuar como chefe naipe na Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro (2017 a 2020), atuando em concertos com estrelas do canto mundial, como Anna Netrebko e Elina Garanca.
O trompetista foi bolsista pelo
Mozarteum Brasileiro, no Festival Collegium Musicum, em Pommelsfelden, Alemanha
(2019), onde atuou como solista e executou a obra "Brandenburgo 2",
de Johan Sebastian Bach.
