A prática, que é comumente vista
nas ruas de Belém, principalmente neste período de férias escolares, merece
atenção. Apesar de ser considerada uma brincadeira, a sua utilização indevida,
especialmente em locais próximos à rede de energia elétrica, pode provocar
acidentes e interrupções no fornecimento do serviço, prejudicando uma grande
parcela da população.
Desde o último dia 11, quando
ocorreu o incidente que causou o rompimento dos cabos, alguns serviços não
foram normalizados na UMS da Providência. “Uma linha do tipo chilena enroscou
nos cabos de energia e isso prejudicou os atendimentos na unidade, pois tivemos
que suspender todos os serviços que oferecemos”, explicou o gerente da UMS,
Afonso Peres, afirmando que, assim que identificado o problema, o órgão
responsável foi acionado. “Afinal, não podemos deixar de atender a população”.
Outro órgão também afetado por
problemas elétricos, causados por essas brincadeiras, foi a central telefônica
do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que ficou sem energia
por algumas horas. “O Samu recebe mais de 230 mil ligações por ano, ou seja,
quase 20 mil mensalmente. Ficar um dia sem este atendimento pode causar
prejuízos incalculáveis à população. Por isso, pedimos que as pessoas se
coloquem no lugar de quem precisa deste atendimento, e orientem seus filhos a
brincarem em locais seguros”, orienta o diretor do Departamento de Urgência e
Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Ivison Carvalho.
De acordo com a Centrais
Elétricas do Pará (Celpa), só no último mês de junho, houve 626 interrupções do fornecimento de energia
ocasionadas por papagaios que ficaram enroscados na fiação, somando um número
39% maior que no mesmo período do ano passado.
Para evitar esses acidentes, é
aconselhável que as pessoas empinem as pipas em campos abertos, com boa
visibilidade e distante de postes de eletricidade. E quando o brinquedo ficar
engatado na fiação elétrica, a orientação é de jamais seja feito qualquer
esforço para soltá-lo, pois o contato de um cabo com o outro pode causar
curto-circuito e descargas elétricas.
* Colaboração: Andreza Carvalho -
Comus

