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| Concursados em frente ao Tribunal de Justiça do Estado - Foto Asconpa |
O governador do Estado, Simão Jatene,
foi aos meios de comunicação relatar as consequências da crise econômica
nacional nas contas públicas, as ações desenvolvidas pelo governo do Pará em
áreas como educação, saúde, segurança e meio ambiente, além do planejamento e
investimentos para 2017. Uma das áreas mais cobradas em sua
administração é em relação ao concurso público. Segundo o presidente da
Asconpa, José Emílio Almeida, atualmente dois concursos públicos encontram-se
na Justiça por iniciativa da Associação dos Concursados do Pará, com cerca de
dois mil concursados esperando convocação. São eles, o C-167 da SEDUC (para
professores da Educação Especial e Ensino Religioso) e o C-153 da SESPA (para
diversos cargos). No entanto, o Estado possui 7 mil e 300 temporários e DAS
contratados.
Segundo o governador Simão Jatene, desativar
determinado serviço e fazer essa nomeação, não é uma coisa tão simples assim. “O
temporário te dá uma oportunidade de, se as coisas complicarem, você pode
demitir um temporário”, disse. “Um concursado você não pode fazer. Então, em
tempo de crise, é importante que a pessoa tenha a clareza de que o governo
precisa fazer opção, muitas vezes e m ser simpático e ser responsável, ele tem
que ser responsável. E essa é a opção que nós fizemos”, concluiu o governador.
José Emílio rebate esse argumento: “A
preferência de Simão Jatene por pessoas contratadas sem concurso público não
tem nada a ver com a ‘crise’. Jatene é privatista e não quer saber de servidor
efetivo no seu governo. Enquanto isso, os cargos reservados aos aprovados em concursos
públicos continuarão ocupados por DAS e temporários, cujos salários são
superiores aos que o Estado paga aos servidores concursados”, disse o
presidente da Asconpa.

