Neste domingo, 4, é comemorado o
dia do Perito Criminal, profissão que requer muita dedicação, cuidado e atenção
para o trabalho de investigação criminal. No Centro de Perícias Científicas
“Renato Chaves”, esse profissional atua em diversas áreas: local de crime,
perícias veiculares, de patrimônio, impressão digital, além de áreas
específicas, como no laboratório forense, onde somente biomédicos e
especialistas na área atuam e engenharia legal, composto somente por
engenheiros, sejam eles florestais, civis ou ambientais.
Ao utilizar meios técnicos
científicos, os peritos precisam ser imparciais, focados em descobrir o que
houve e identificar possíveis autores, fornecendo ensejos para que a autoridade
responsável, seja policial ou judicial, possa proferir parecer sobre o ato
criminoso.
Para o diretor geral do Centro de
Perícias, Orlando Salgado, os peritos vêm se dedicando para que os crimes sejam
solucionados imediatamente. “Apesar de todas as limitações, os peritos não se
deixam abater. Fazemos o possível para que eles sempre estejam se qualificando
através de cursos, pois o crime também se moderniza e o perito precisa
acompanhar essa evolução. O Centro agradece por toda dedicação, sem eles não
seria possível comprovar crimes, já que a justiça necessita de evidências
materializadas e comprovadas cientificamente e eles são os responsáveis por
este importante trabalho”, disse o diretor.
Atuação no local de crime - Para
o perito, a cena de um crime fala, mostra evidências, assim como o corpo da
vítima. Esses são os seus principais fundamentos quando é acionado para o local
onde um crime foi cometido. Assim aconteceu com o perito criminal Pablo Y
Castro, acionado para fazer o levantamento do local de crime de um suposto
homicídio ocorrido no bairro Independência, município de Marabá, sudeste do
Estado.
O caso foi esclarecido em apenas
três dias, resultado de muita dedicação do perito, que foi fundamental para
descobrir que na realidade ocorreu um latrocínio, não um homicídio como
presumiam inicialmente. Os autores do crime, a esposa e o sobrinho dela, depois
de tantas evidências comprovadas pela perícia através dos exames de luz forense
e papiloscopia forense, confessaram que o planejaram para que pudessem obter os
bens da vítima.
A elucidação deste crime, também
foi em decorrência um trabalho de integração entre a Polícia Civil e a Perícia
Criminal do Estado, o que para o delegado Vítor Leal, participante ativo nas
investigações do caso, é de suma importância. “A integração entre os órgãos é
muito importante, pois a polícia é uma das peças de um quebra-cabeça e o Centro
de Perícias é outra peça, que juntos resolvermos esse quebra-cabeça. E os
peritos de Marabá sempre trabalham em parceria com a gente, ajudando-nos a
solucionar dezenas de casos”, frisou.
O perito criminal Pablo Y Castro,
está lotado na Unidade Regional do Centro em Marabá há mais de quatro anos,
tempo que também é perito. Ele enfatiza que, independente da classe social das
vítimas, o trabalho da perícia é colaborar com a justiça na elucidação dos
crimes.
“A vítima era humilde, sem
nenhuma influência social, a perícia não mesura, trabalha com a vida humana,
levando a justiça, principalmente para os familiares das vítimas. É um conforto
aos familiares saberem que os acusados estão presos. Também colaboramos
evitando que uma ameaça dessas esteja nas ruas. Me sinto muito realizado como
profissional e particularmente, quando participo desses trabalhos que resultam
na prisão dos acusados. Não há valor que pague essa gratificação, pois você
está contribuindo com a sociedade”, pondera o perito.
O profissional ainda enfatiza que
os peritos trabalhem sempre além da investigação, usufruindo dos seus
conhecimentos técnicos científicos. “Um perito não deve se limitar ao que os
delegados pedem ao solicitar perícia, seja ela qual for. Ele deve ser amplo,
sempre buscar mais, devemos ter constantemente essa visão, pois direcionamos a
linha de investigação da polícia, já que trabalhamos em parceria com eles. A
perícia é algo fascinante, cada dia a gente se apaixona mais por ela”,
complementou.

