O Governo do Estado do Pará e a
Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no estado assinaram nesta
quarta-feira, 1º, termo de delegação de trecho da Rodovia BR-316 para efeitos
de fiscalização. Com a assinatura do termo, as polícias Militar do Estado e Rodoviária
Federal, além do Detran, ficam responsáveis pelo patrulhamento e abordagem de
motoristas no trecho que vai do quilômetro 01 da rodovia, à altura do
cruzamento das Avenidas Tavares Bastos e Almirante Barroso, até a entrada de
Benfica, além da Alça Viária.
O trecho já foi cedido ao governo do
estado pelo governo federal para obras que visam melhorar o fluxo do tráfego no
perímetro, além de implantar o BRT Metropolitano. Carente de pessoal para a
fiscalização, a PRF ganha agora o reforço das forças de segurança do estado,
aumentando o trabalho de abordagem e coibindo crimes graves, principalmente os
tráficos de drogas e armas.
Cassiano Filho, superintendente da PRF
no estado, disse que a cooperação entre as forças de segurança do estado e da
União, sempre existiu e agora ganha um reforço concreto, referendado por um
documento legal. “Com isso, vamos ampliar nosso poder de ação, coibindo crimes
graves, bem como outras infrações de trânsito”, concluiu o superintendente.
Para o comandante-geral da Polícia
Militar do Estado, coronel Hilton Benigno, o ato “faz parte das ações efetivas
do governo do estado de apoio à segurança da população”. “Já temos um plano de
ação, pensado desde que a cessão da BR-316 foi assinada em Brasília pelo
governador e o presidente da República, que agora vamos pôr em prática,
beneficiando quem exige mais segurança no tráfego pela rodovia”, disse o
coronel.
Mobilidade
O projeto do governo do estado para o
início da BR-316 faz parte do programa Ação Metrópole, criado para melhorar a
acessibilidade urbana e buscar solução para o tráfego saturado da rodovia
BR-316, da Avenida Almirante Barroso e de algumas vias do centro de Belém. O
projeto inclui a melhoria no sistema de transporte no trecho entre o
Entroncamento e o município de Marituba; a construção de alternativas viárias à
rodovia BR-316, como o prolongamento das Avenidas João Paulo II e
Independência; e a adequação de vias que integram a rede de transporte
coletivo.
A licitação está em fase final e as
obras na rodovia devem começar ainda este ano. O projeto conta com recursos da
Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com contrapartida do
Estado, e é de responsabilidade do Núcleo de Gerenciamento de Transporte
Metropolitano (NGTM). Dele, constam duas pistas, uma em cada sentido, com
quatro faixas em cada uma delas (uma exclusiva para o BRT); novas iluminação de
LED, drenagem e pavimentação; calçadas arborizadas; ciclovias nas duas
extremidades, todas elas bidirecionais; 13 passarelas para travessia de
pedestres; e paisagismo.
Não será cobrado pedágio.
O governo será responsável pela
manutenção da via e o governo federal, pela fiscalização. Com a concretização
da cessão pela União do trecho de 16 km, essa parte da via passará a ser
administrada pelo Governo do Estado, que executará obras para melhorar o antigo
problema de engarrafamento no perímetro, facilitando a vida de milhares de
pessoas.
O prazo de execução da obra é de 20
meses. O Governo do Estado firmou um contrato de financiamento com a Jica, que
garantiu recursos na ordem de R$ 530 milhões, que já estão disponibilizados.
Inclusive foi efetuado pagamento ao Consórcio Troncal para execução dos
projetos executivos com parte desses recursos.
O BRT Metropolitano também faz parte do
projeto de reconstrução da BR-316 e, como o próprio nome diz, vai integrar a
Região Metropolitana de Belém. Primeiramente, Belém, Ananindeua e Marituba.
Reduzirá em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém e
vice-versa. Portanto, com o novo sistema, a população contará com um transporte
limpo, seguro, de qualidade, com horários precisos de chegada e saída.
O ponto inicial do BRT será o Terminal
Marituba, localizado no km 10,7 da Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e
permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. O terminal
será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra
para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e
estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração
desses usuários.
Nesse terminal também serão ofertados
outros serviços à população, através de programas do Governo como o “Navega
Pará”, que garante acesso gratuito à internet sem fio (Wi-Fi), e a “Estação
Cidadania”, onde os usuários terão acesso a órgãos públicos e demais serviços
sem ter que se deslocar até o Centro de Belém.
Já em Ananindeua, o terminal será
localizado no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à sede Campestre da AABB.
Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao
BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para
as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras,
área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos, veículos e
bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da
“Estação Cidadania”.
O Terminal de Ananindeua se configura
como o maior e mais importante do BRT Metropolitano, uma vez que possibilitará
a conexão deste aos conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin,
que está sendo executada pela prefeitura de Ananindeua, e de um viaduto que
facilitará a ligação entre as áreas ao sul da BR, como conjunto Julia Seffer e
Aurá, à Cidade Nova.
O Projeto Ação Metrópole prevê, ainda, a
gestão operacional associada dos serviços de transporte público por ônibus,
executada por um consórcio formado pelo Governo do Estado e prefeituras que
fazem parte da RMB.
