A Natura, em parceria
com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema/AP), o Instituto de
Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e representantes da
comunidade do Iratapuru, ampliam fundo para todas as comunidades do entorno da
Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá, que fornece
o breu branco. A cooperativa foi uma das primeiras a fornecer insumos para a
linha Natura Ekos, lançada em 2000.
Um dos principais
mecanismos legais para a manutenção de relações justas entre empresas que atuam
com a biodiversidade e seus povos é a repartição de benefícios. A Natura foi a
primeira empresa a realizar esse tipo de repartição no Brasil, em 2004, e uma
das únicas no mundo. O “Fundo do Iratapuru”, como é conhecido, é um dos
exemplos dos resultados dessa prática. “A Natura sempre buscou construir uma
relação respeitosa com as comunidades, incentivando-as a se auto-gerir, por
meio de diversos incentivos e acompanhamento do processo de produção ao
fornecimento dos insumos”, ressalta Mauro Costa, gerente de Suprimentos.
Anteriormente, o valor
do Fundo só podia ser acessado por produtores e extrativistas da comunidade de
São Francisco do Rio Iratapuru. Agora, com a reestruturação do fundo, todas as
comunidades do entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio
Iratapuru podem se beneficiar. Essas comunidades são reconhecidas pelo
fornecimento de óleo de castanha e breu branco cultivados em uma área de 800
mil hectares de floresta.
Para administrar os
recursos, foi criado um comitê gestor que conta com a participação de diversos
representantes, entre eles a Natura. Os recursos são empregados via edital em
iniciativas para o desenvolvimento local, sendo o primeiro lançado no início
deste ano, beneficiando dois projetos locais: Comaru e BioRio. O segundo edital
tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.
Os recursos são
empregados via edital em iniciativas para o desenvolvimento local, que
beneficiam seis comunidades e um distrito do território. Antes, o Fundo era
capaz de impactar cerca de 47 famílias da comunidade do Iratapuru envolvidas
diretamente no processo, número que deve aumentar com a expansão do acesso aos
editais. A cadeia produtiva deve contribuir, ainda, para a preservação de 1,8
milhão de hectares de floresta em pé em todas as nossas operações na Amazônia —
área equivalente a aproximadamente a uma cidade e meia de Manaus.
O Projeto Comaru
investe em novas perspectivas de investimentos em máquinas e equipamentos para
melhorar a qualidade da produção local, buscando incrementar valor ao produto
final. Já o Projeto BioRio trabalha pela igualdade de gênero entre o público
jovem local, fomentando o estudo por meio de concessão de bolsas.
