Ao mesmo tempo em que o mastro central da ponte rio Moju,
que está sendo parcialmente reconstruída, atinge cerca de 30 metros de altura,
no fundo do rio, mergulhadores ainda trabalham 24 horas por dia na retirada de
cerca de 20% dos escombros da estrutura.
O trabalho de remoção é um dos maiores desafio da engenharia
na reconstrução do vão central da ponte, que terá cerca de 270 metros de
extensão. A dificuldade é gerada pela forma como os destroços do tabuleiro e
pilares da antiga estrutura ficaram assentados no fundo do rio, justamente no
entorno da construção do novo pilar. A ponte desabou durante a madrugada, após
ser atingida por uma embarcação clandestina, em 6 de abril deste ano.
As três mil toneladas dos 270 metros de estruturas, um
empurrador e uma balsa estão sendo retirados por etapas. Em meados de maio,
foram removidas a embarcação e parte da pista de rolamento que caiu por cima da
balsa, que estava obstruindo a área de cravação das estacas do novo pilar
central. A operação é delicada em virtude da forte correnteza nessa área, que
está nas proximidades do encontro dos rios Moju e Acará, alcançando cerca de 5
a 8 nós (equivalente a 20 km/h), aliada à baixa visibilidade no fundo do rio.
