Após cinco meses consecutivos de queda
no valor do pescado comercializado nos mercados municipais da capital, o peixe
apresentou elevação de preço no mês de novembro. É o que aponta o estudo
divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon)
e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese/pa).
“O aumento do preço do peixe do final do
ano é esperado devido à sazonalidade típica desta época. Entretanto, o que
alavancou ainda mais o disparo no valor do peixe é a elevação do preço da carne
bovina também no mês de novembro, levando a população a consumir mais o peixe e
o frango”, explicou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.
Entre os pescados com maiores elevações
de preço no mês de novembro, segundo pesquisa Secon/Dieese foram: camurim, com
alta de 14,40%; seguido do xaréu, com 9,29%; da sarda, 9,06%; do bagre, 7,88%;
do mapará, 6,85%; da dourada, 6,45%; da pirapema, 5,63%; da gurijuba, 5,09%; do
cachorro de padre, 5,02%; do aracu, 4,51%; da piramutaba, 4,44%; do filhote,
4,30%; do curimatã, 3,25%; do peixe pedra, 3,05%; da pescada branca,1,98%; do
peixe serra, 1,96%; e do pacu, com alta de 1,61%.
Como alternativa, o secretário municipal
de economia, Rosivaldo Batista, destacou “a necessidade do diálogo direto com
os peixeiros, a fim de barganhar descontos ou, ainda, a opção pela compra dos
pescados que tiveram queda de valor, apresentados mensalmente nas pesquisas da
Secon com o Dieese”.
As principais espécies que apresentaram
quedas de preços no mês de novembro foram a traíra, com recuo de 18,54%;
seguida da tainha, com queda de 8,48%; da corvina, com -8,31%; da uritinga, com
-7,82%; do cação, -3,39%; do surubim, -2,61%; da arraia, -1,75%; do tambaqui,
-1,55%; e da pratiqueira, com queda de 1,06%.
Média geral - Mesmo com o aumento no mês
anterior, houve queda no comportamento do preço do pescado nos últimos 12
meses, devido às sequenciais baixas nos valores do produto, conforme o estudo
Secon/Dieese.
Em destaque na análise dos últimos 12
meses estão a piramutaba, com recuo de 15,96%; seguida do surubim, com queda de
preço de 12,69%; da corvina, -11,74%; do cachorro de padre, -11,08%; da tainha,
-8,75%; da uritinga, -8,32%; da traíra, -7,26%; da pescada amarela, -7,05%; do
bagre, -7,02%; da dourada, -6,96%; da gurijuba, -6,50%; da pescada gó, -5,94%;
da pescada branca, -4,98%; do tucunaré, -4,74%; do tambaqui, -2,82%; e do
mapará com queda de preço de 2,67%.
Ainda segundo as pesquisas, também no
período de janeiro a novembro de 2019 várias espécies de pescado continuaram
apresentando quedas de preços, como a traíra, com recuo de 29,70; seguida da
corvina, com queda de 17,96%; da uritinga, com -14%; do tambaqui, -13,38%; do
surubim, -11,93%; do tamuatá, -11,50%; do filhote, -7,08%; da tainha, -6,08%;
da piramutaba, -5,78%; do peixe serra, -5,64%; do tucunaré, -4,87%; da pescada
amarela, -3,68%; e da pratiqueira, com queda de preço de 2%.

