O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) anunciou que, em 2020, a região Norte deve ter um
crescimento de 9,6% na produção agrícola. São mais de 10,7 milhões de toneladas
estimadas para este ano na região. Só no Pará, estima-se mais de 2,8 milhões de
toneladas de produtos, um aumento de 2,8% na produção do estado. Os dados são
do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do mês de agosto de 2020,
divulgados hoje.
Em 2020, estima-se que o Pará produza
mais de 142 mil toneladas de cacau em 147.459 hectares de área plantada no
estado. A produção de mandioca está estimada em 3,8 milhões de toneladas. Entre
o grupo dos “cereais, leguminosa e oleaginosa”, são esperadas 1,8 toneladas de
soja; 835 mil toneladas de milho; 20 mil toneladas de feijão.
Na produção de frutas, além do cacau, o
Pará deve produzir 401 mil toneladas de banana e 240 mil toneladas de laranja,
esta última com grande importância econômica para a economia da região.
Norte
A produção nortista tem maior previsão
de crescimento na produção do algodão, com 23,2% a mais do que em 2019 e
produção de mais de 15,3 mil toneladas do produto para 2020. Em seguida, vem a
soja (12,1% de crescimento, com 6,3 milhões de toneladas para 2020), o milho
(11,5% de aumento, com mais de 3,2 milhões de toneladas) e o arroz (1,8%, com
961.546 toneladas). O feijão apresenta estimativa de queda na primeira e
segunda safras (-4,4% e -10,6% respectivamente), mas mantém sua produção na
terceira safra, totalizando mais de 71 mil toneladas para 2020.
As áreas de produção da região Norte vêm
crescendo para algumas culturas como o algodão (46,4%), o milho (9,1%, em sua
segunda safra) e a soja (7,3%). Ressalta-se que foi na região Norte que se
verificou os maiores aumentos na área de produção para essas três culturas –
algodão, milho e soja. Já o sorgo ou “milho-zaburro” (-10.8%), o feijão (-6,8%,
em sua segunda safra) e o amendoim (-0.03%, em sua primeira safra) apresentaram
queda em suas áreas de produção.
LSPA
O Levantamento Sistemático da Produção
Agrícola fornece estimativas de área plantada, área colhida, quantidade
produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de
importância econômica e social para o país. Permite o acompanhamento de cada
cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da
colheita, como também o prognóstico da safra do próximo ano.
A periodicidade da pesquisa é mensal,
desenvolvendo–se de janeiro a dezembro de cada ano civil. Sua abrangência
geográfica é nacional, com resultados divulgados para Brasil, Grandes Regiões e
Unidades da Federação.
