Agência Brasil - Brasília
A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) reativou o sistema de bandeira tarifárias e definiu a bandeira vermelha
patamar 2 para o mês de dezembro, a mais alta, com custo de R$ 6,243 para cada
100 quilowatts hora consumidos.
Em maio deste ano, em razão da pandemia
de covid-19, a Aneel havia decidido manter a bandeira verde acionada até 31 de
dezembro deste ano. Entretanto, em reunião extraordinária ontem (30), a
diretoria do órgão avaliou que a queda no nível de armazenamento dos
reservatórios das usinas hidrelétricas e a retomada do consumo de energia
justificavam o aumento.
O sistema de bandeiras tarifárias foi
criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de
energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A
cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica
o custo da energia em função das condições de geração.
Quando chove menos, por exemplo, os
reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais
termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Segundo a Aneel, a
bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma
diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que
geralmente passa despercebido.