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| Crédito: SEAP / NCS |
isando promover a solidariedade e meios
para adquirir brinquedos - que serão entregues como presentes para os filhos
das próprias internas - as custodiadas no Centro de Recuperação Feminino (CRF),
em Ananindeua, na Regão Metropolitana de Belém, iniciaram a produção de árvores
de natal em tecidos. O projeto é da Cooperativa Social de Trabalho Arte
Feminina Empreendedora (Coostafe), desenvolvido pela Secretaria de
Administração Penitenciária (SEAP).
São 30 reeducandas envolvidas na
produção. Mais de 120 unidades de árvores de tecido já estão disponíveis para
venda e tudo o que for arrecadado será investido na aquisição de brinquedos
para a garotada e, também, na compra de árvores de natal e do custo do envio
dessas árvores para as famílias das custodiadas.
As encomendas podem ser feitas pelo
telefone do Centro de Recuperação Feminino (CRF), (91) 3235-4455.
Para Leilane Barbosa, interna do CRF e
presidente da Coostafe, a confecção das árvores representa muito para as
internas que trabalham com artesanatos. A expectativa de Leilane é que as
árvores sejam bem aceitas e que as famílias fiquem felizes com o recebimento do
artigo. "Ela (a árvore) retrata todo o carinho que nós temos por cada
produto produzido aqui", afirmou.
De acordo com a interna Edneuza Pereira
Leão, o projeto foi uma surpresa para as reeducandas. Ela recorda que no início
do curso, a produção das árvores pareceu difícil, mas depois as produções
começaram e a meta foi alcançada.
"Graças a Deus conseguimos bater a
meta e quando disseram que era para benefício da nossa família, para doar para
nossa família, foi melhor ainda", festejou Edneuza Leão. Ela já participou
de vários outros cursos promovidos pela Seap, e de acordo com a reeducanda, os
cursos contribuirão para a sua vida em liberdade.
"Estou aprendendo a cada dia coisas
novas e eu quero levar isso para minha vida, sim. Para o meu futuro lá na
frente: fazer e construir. Estou pensando até em montar uma cooperativa no meu
bairro para ajudar as pessoas", destacou a custodiada Edneuza.
"O lucro do projeto das árvores
confeccionadas por elas possui o objetivo da compra de presente de Natal para
os filhos delas e isso mostra para elas a importância do esforço do trabalho e
os bons resultados disso", ressaltou a diretora do CRF, Érica Sousa.
O diretor de Reinserção Social, Belchior
Machado, frisa que o projeto tem contribuído para a qualificação das mulheres
privadas de liberdade, preparando-nas para o mercado de trabalho. "A
procura dos produtos da linha natalina, em especial, as árvores de Natal, tem
sido grande, o que demonstra que o projeto vem dando certo, sendo uma
oportunidade de qualificação e trabalho às custodiadas, além da geração de
renda para elas e familiares", finalizou o diretor.