O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHBRS-PA) apoia a manifestação dos trabalhadores do setor, preocupados com a manutenção dos seus postos de trabalho. A categoria vem sendo diretamente prejudicada com as novas medidas restritivas que estabelecem o fechamentos de bares e similares e reduzem o horário de funcionamento para alguns serviços oferecidos pelo setor de alimentação fora do lar. Dados divulgados pelo Ministério da Economia, na semana passada, apontam que em 2020 o índice de demissões no setor de Hospedagem e Alimentação foi 13,47% maior que o registrado no anterior, 2019.
No Pará, a geração de empregos formais vinha melhorando a partir do segundo semestre de 2020, quando os serviços do setor de alimentação fora do lar e hospedagem puderam ser retomados de forma gradativa. No entanto, nos meses mais críticos da pandemia - abril, maio e junho - quase 3 mil postos de trabalho foram perdidos no Estado. Foram, nestes 3 meses, 2.982 demissões de empregos diretos.
No mês de julho, quando ocorre a alta
temporada das férias escolares e de veraneio, o saldo de geração empregos no
setor de Hospedagem e Alimentação foi um dos mais baixos dos últimos 10 anos,
ficando na perda de 752 postos de trabalho. No período, o índice de demissões
atingiu 10.397 trabalhadores.
Ele lembrou que a maior parte dos empreendimentos de alimentação fora do lar são negócios de família e o caso deles é visto à parte porque não entram para as estatísticas de empregos formais. "São negócios que envolvem a parceria e o trabalho em conjunto de pais e filhos ou entre irmãos que tomam conta do negócio e das vendas compartilhando a renda obtida. Eles não estabelecem um contrato de trabalho formal entre eles", ressaltou Soares. "E tem mais, o trabalho deles envolve toda uma cadeia econômica que gera emprego e renda para outros setores e categorias, como a de fornecedores, produtores e entregadores", frisou o assessor jurídico.
O presidente do SHRBS-PA, Fábio Menezes,
destacou que todos os estabelecimentos funcionam seguindo os protocolos de
biossegurança, mantendo o distanciamento social e o uso de álcool em gel.
"Restringir o funcionamento dos nossos associados implica fazer a
população se aglomerar em outros lugares. Há aglomeração e desrespeito as
normas de biossegurança nos supermercados, aglomerações em shoppings e no
transporte coletivo", observa. "É difícil acreditar que medidas
restritivas prejudiquem o nosso setor e beneficie a outros", criticou.
