O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar os dados mais recentes sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua. A coleta foi realizada no quarto trimestre de 2019 e investigou acesso a internet e televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal entre pessoas com 10 anos ou mais de idade, em todo o Brasil. No Pará, a pesquisa revelou que a TV ainda era mais presente nos domicílios do que a internet e que o estado é um dos últimos em percentual de domicílios que contam com acesso à rede mundial de computadores.
Em 2019, 73,3% dos domicílios paraenses contavam com internet. Na lista dos estados brasileiros, o Pará era o antepenúltimo, à frente apenas de Alagoas (73,2%) e Acre (71,4%). Já a TV estava presente em 91% dos domicílios do Pará. Apenas 24,5% dos domicílios contavam com microcomputador ou tablete e 88,2% tinham telefone móvel celular.
Mais de 2 milhões de residentes no Pará
(2.075.000 pessoas no total) ainda moravam em domicílios em que não havia
utilização de internet. A maioria não tinha acesso por motivos financeiros:
para 558 mil, o serviço era caro, enquanto 350 mil diziam que não tinham
condições de pagar pelo equipamento para ter acesso à internet. 545 mil pessoas
não tinham acesso por morar em áreas sem disponibilidade para esse tipo de
serviço. Outras 119 mil pessoas moravam em casas onde não havia internet porque
ninguém sabia usar.
Televisão
No Pará, em 2019, 91% dos domicílios
tinha televisão. Em 86,1% dos domicílios, as TV’s contavam com conversor para
receber sinal digital de televisão aberta, mas 15,1% delas não recebia sinal
apesar de ter o aparelho conversor. 18,2% dos domicílios tinha acesso a serviço
de televisão por assinatura. O percentual de domicílios que tinham televisão
com recepção de sinal de televisão por antena parabólica era 35,6%.

