A busca por pessoas desaparecidas e a identificação de cadáveres não reclamados é o objetivo da campanha "Coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas para inclusão nos bancos de perfis genéticos", lançado nesta terça-feira (25), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação utilizará as secretarias de Segurança Pública das 27 unidades federativas e a Polícia Federal (PF).
No Pará, a coleta do material genético será feita pelos peritos criminais do Laboratório de Genética Forense, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e a PF, de 14 a 18 de junho.
De acordo com o MJSP, atualmente, existem
cerca de 3.200 perfis genéticos cadastrados no Banco Nacional de Perfis
Genéticos, e, pelo menos, 80 mil pessoas desaparecem todos os anos no País, a
partir dos registros feitos nas delegacias da Polícia Civil (PC). Por outro
lado, apenas cerca de 2.600 famílias estão cadastradas no banco, em questão,
para a localização de parentes desaparecidos, com ou sem vida.
A busca aos pontos de coleta devem ser feitas por, pelo menos, dois familiares de primeiro grau das pessoas desaparecidas, como pai e mãe, filhos ou irmãos, neste último caso, quantos forem possíveis. No entanto, a coleta de DNA deve ser feita após os familiares terem feito o boletim de ocorrência na tentativa de busca da pessoa desaparecida.
Na prática, a coleta de DNA acontecerá de 14 a 18 de junho, e tem abrangência nacional, em cumprimento da Lei 13.812/19, que criou a Política Nacional de Pessoas Desaparecidas. O dispositivo legal reúne todas as secretarias de Segurança Pública do Brasil e a PF.
No Pará, os pontos de coleta dos
familiares que buscam por parentes desaparecidos serão feitos nas unidades do
(CPCRC) em Belém, Altamira, Castanhal, Marabá e Santarém, coordenados pela
Segup, com o apoio da PC. Os dois órgãos vão orientar as famílias a fazerem os
registros policias de parentes desaparecidos.

