Em alusão ao Dia da
Indústria, comemorado em 25 de maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI)
apresenta as principais características do setor nos 26 estados e no Distrito
Federal. De acordo com a CNI, o Pará, nos últimos anos, vem despontando no
cenário nacional como o que mais cresce no setor industrial. A indústria hoje
representa 31% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, 3,5% do PIB industrial
do Brasil e 50,7% do PIB industrial da região Norte.
O presidente da
Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos, pontua
que em função do grande potencial mineral existente no Pará, o setor é um dos
principais responsáveis por este resultado. “O setor mineral é quem sustenta
realmente o crescimento do Estado do Pará, por meio de seus grandes projetos.
Isso tem se intensificado nos últimos anos, devido à modernização da tecnologia
utilizada na mineração e à alta do dólar diante do Real, que valoriza as
exportações”, explica o presidente da FIEPA.
No entanto, ele
destaca que problemas como os de logística e infraestrutura impedem o Estado de
ter resultados mais expressivos. Segundo José Conrado, até mesmo o complicado
sistema tributário brasileiro precisa ser simplificado. “Os números da
indústria paraense são muito bons, mas poderiam ser ainda melhores. Se a
Reforma Tributária fosse aprovada, conseguiríamos atrair novas indústrias e
ampliar a verticalização dessa produção, o que geraria mais emprego e renda e,
consequentemente, aumentaria a arrecadação do nosso Estado”, destaca José
Conrado Santos.
Ele acrescenta que
a FIEPA incentiva a internalização das riquezas por meio da interação dos
grandes compradores com os médios e pequenos. Isso se dá através de ações como
consultorias, rodadas de negócios, publicações, estudos técnicos e capacitações
promovidas pela iniciativa REDES/FIEPA. “Antes dessa iniciativa, há 20 anos
atrás, o volume de compras no estado era de apenas 19% e hoje é acima de 50%.
Esses números se traduzem na geração de mais negócios na cadeia produtiva
paraense, mais impostos arrecadados, mais empregos, além de empresas e
trabalhadores mais qualificados”, finaliza.
Empregos – De
acordo com os números da CNI, 15,5% do emprego formal do Pará vem da indústria,
que tem os melhores salários e emprega 169.895 pessoas em seus mais de seis mil
estabelecimentos industriais. Os salários mais altos são pagos pela indústria,
R$ 7.556 para profissionais com nível superior, contra uma média nacional de R$
5.887. Além disso, o setor tem forte poder de gerar crescimento. Para cada R$ 1
produzido pelo setor, são gerados R$ 2,43 adicionais na economia. Esse mesmo R$
1 aplicado na agricultura rende R$ 1,75 e, no setor de serviços R$ 1,49.
Dia da Indústria –A
data simboliza a importância do setor para o desenvolvimento e riqueza para o
país, geração de emprego e bem-estar social. De acordo com o presidente da CNI,
Robson Braga de Andrade, apesar de todas as oportunidades desperdiçadas pelo
Brasil ao longo dos anos, o país continua dispondo de uma boa base industrial.
“Temos uma
estrutura industrial diversificada, com empresas inovadoras, competência
acumulada na área de ciência e tecnologia, e empresários e trabalhadores que
sempre foram capazes de realizar grandes feitos quando confrontados com
ambientes propícios e políticas adequadas”, afirma o Robson Braga de Andrade.
Sobre a data - O Dia Nacional da Indústria foi escolhido em homenagem ao patrono da indústria nacional, Roberto Simonsen, que faleceu em 25 de maio de 1948. Simonsen foi engenheiro industrial, administrador, professor, historiador e político, além de membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ainda, foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

