Ainda em 2020, quando a pandemia da
covid-19 estava no início no Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) IBRE
realizou uma pesquisa para compreender se houve adaptações realizadas pelas
empresas no seu modo de operação e se elas seriam incorporadas numa suposta
volta à normalidade: mais de 85% das respondentes confirmaram que foi
necessário se adaptar e mudar o modo de operação.
“Eu acredito que muitos hábitos deverão permanecer. A utilização do álcool em gel, por exemplo, virou uma rotina no trabalho e em casa. Outro ponto é retirar os calçados antes de entrar em casa. Acho que nada retorna exatamente ao que era antes. O distanciamento social deverá prevalecer por algum tempo”, conta Cleveland Fernandes, Gerente de Saúde e Segurança da Imerys, mineradora que atua com caulim nos municípios de Barcarena e Ipixuna do Pará.
O Grupo Imerys criou um protocolo global contendo as medidas de combate à covid-19 com diversas medidas além do álcool em gel, máscaras, distanciamento e redução da lotação de reuniões presenciais. “Todos os trabalhadores em função administrativa atuaram por meses em regime home office e, aqueles que viajaram para áreas que possuem alto número de infectados pela covid-19, são orientados a ficar em casa em quarentena”, explica Juliana Carvalho, gerente de Comunicação & Relações com a Comunidade da Imerys. Trabalhadores da extração e beneficiamento seguem rígidos protocolos de prevenção. A mineradora também conscientizou a população das comunidades no entorno de suas operações por meio de diálogos e distribuição de máscaras e álcool em gel.
“Embora
as experiências sejam diferentes para cada pessoa, acredito que todos já
vivenciamos momentos ruins por conta do coronavírus e estamos dispostos a fazer
a nossa parte. Por isso, a consciência com certeza é maior em relação aos
cuidados, dentro e fora da empresa”, conclui Cleveland.


