O secretário Alfredo Verdelho , titular
da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap),
ressaltou a conquista dos produtores locais. A Sedap participou de todo o
processo de obtenção da IG do queijo do Marajó, e também da amêndoa de cacau de
Tomé-Açu (município do Nordeste do Pará) e da farinha de Bragança (na mesma
região).
A Secretaria coordenou, durante o processo de obtenção da IG, o Fórum Técnico Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado do Pará, composto por 31 instituições públicas e privadas.
Valorização - Alfredo Verdelho ressaltou que a conquista dos produtores de queijo do Marajó representa a valorização do "saber fazer". "É importante por dar visibilidade e reconhecimento ao queijo produzido pelos marajoaras do Pará e da Amazônia", disse o secretário, reforçando que a Indicação Geográfica permite a abertura de novos mercados. Além do titular da Sedap, a programação contou com a participação do prefeito de Soure, Carlos Augusto Gouvêa, e dos produtores de queijo Marcos Pinheiro e Cecilia Pinheiro.
A concessão do registro da região marajoara como indicação de procedência para queijo foi publicada na Revista de Propriedade Industrial, no dia 23 de março deste ano.
O registro de IG permite delimitar uma área geográfica, restringindo o uso do nome aos produtores e prestadores de serviços da região, geralmente organizados em entidades representativas. No caso do queijo, é a Associação dos Produtores de Queijo e Leite do Marajó (APQL). A delimitação da área de IG do queijo envolve os municípios de Cachoeira do Arari, Chaves, Muaná, Ponta de Pedras, Santa Cruz do Arari e Soure.
