Em 2020, a Hidrovias do Brasil transportou 6,3 milhões de toneladas de produtos pelo Arco Norte. Só em 2021, já foram 4,4 milhões de toneladas transportadas. Os portos do Arco Norte já passaram os portos do Sudeste como principais vetores de exportação de grãos do Brasil e a taxa de crescimento anual composta no principal estado produtor de grãos é + 6% por pelos próximos dez anos. E quando olhamos o histórico, o Arco Norte representava em 2014, menos de 20% da exportação do Mato Grosso e hoje representa cerca de 52%. Ou seja, mais da metade do grão que é exportado do MT já sai pelo Arco Norte e a tendência é de crescimento, onde segundo projeções, a importação mundial de soja e milho continuará crescendo nos próximos anos, devendo chegar a 90 milhões de toneladas adicionais até 2030. Deste volume adicional, praticamente a metade virá do Brasil e o Mato Grosso será a principal área produtora.
Além de comentar sobre a atuação da companhia na região, a executiva pode falar de projetos de infraestrutura que podem aprimorar ainda mais a região. É o caso da Ferrogrão, que com 933 quilômetros de extensão, o projeto pretende fazer a ligação entre o município de Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará. Essa rota de escoamento é a de menor distância (2.153 km), comparando com outros projetos que podem sair e considera o potencial do Arco Norte.
Sobre a Hidrovias
A Hidrovias do Brasil é uma companhia que oferece soluções de logística integrada na América do Sul e tem forte atuação no Arco Norte, transportando commodities pelos rios da região e também por meio de cabotagem.
A companhia é dirigida no Sistema Norte pela diretora Gleize Gealh, que administra mais de 700 colaboradores. Entre os ativos, a diretora também administra o Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA) e a Estação de Transbordo de Carga (ETC) em Miritituba (PA), ambos com capacidade de 7,2 milhões de toneladas por ano.
