O ano de 2021 ainda não acabou, mas já
indica um caminho: o número de usuários de plano de saúde no Brasil só cresce e
essa é uma tendência. Em outubro, de acordo com dados da Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS), o número de beneficiários no país registrou seu
aumento mais significativo desde março de 2016, totalizando 48.575.935 pessoas.
No Norte, a adesão ao plano de saúde chegou a 71.738 pessoas em outubro deste
ano, 4,1% maior do que no mesmo mês de 2020.
Não à toa, o benefício é considerado a
terceira maior conquista dos moradores dos sete estados da região em 2021,
segundo a Pesquisa ANAB de Planos de Saúde, da Associação Nacional de
Administradoras de Benefícios, em parceria com o instituto Bateiah Estratégia e
Reputação. Para 13% dos entrevistados, ter plano é uma conquista que fica atrás
apenas de casa própria (41%) e viagens (19,2%).
O levantamento mostra também que 81,5%
dos entrevistados na região disseram que a pandemia fez a preocupação com o
acesso a tratamentos de saúde aumentar. Nesse sentido, o plano é visto como uma
segurança para o caso de necessidade por ao menos 54% dos respondentes.
Para o presidente da ANAB, Alessandro
Acayaba de Toledo, a insegurança econômica e sanitária vivida a partir da
pandemia fizeram o brasileiro olhar com mais atenção para as questões de saúde.
"De modo geral, nosso sistema
público de saúde passou por momentos de superlotação e até esgotamento nesse
período de quase dois anos. Não apenas a preocupação aumentou, como também
despertou a necessidade de ter a garantia de atendimento médico sempre que
precisar", explica.
O estudo da ANAB mostrou ainda que os
fatores que mais influenciam a escolha do plano de saúde no Norte são
facilidade de autorização de procedimentos (28,6%), agilidade no atendimento
(25%) e rede de hospitais contemplados (12,4%). Os tipos de serviços mais
utilizados na região são consultas com especialistas (70,5%), exames (13,7%) e
consultas de rotina (11,6%).
A pesquisa ANAB sobre percepção dos
planos de saúde no Brasil foi realizada entre os dias 16 e 28 de setembro por
meio de entrevistas telefônicas com 1006 beneficiários a partir de 16 anos em
420 municípios do país. De acordo com o instituto Bateiah Estratégia e
Reputação, a margem de erro é de 3%.
O papel das administradoras de
benefícios - A ANAB representa as empresas que fazem a gestão e comercialização
de planos de saúde coletivos, aquela em que o benefício é vinculado a alguma
empresa ou entidade de classe a que o consumidor pertença. De acordo com a ANS,
há 168 administradoras de benefícios cadastradas no país.
Levantamento da ANAB aponta que, nos
últimos 8 anos, quem tinha uma administradora de benefícios na gestão do plano
de saúde pagou R$ 6,6 bilhões a menos de reajuste das operadoras. Esse valor
representa a diferença entre o pedido pelas operadoras para o reajuste anual e
o efetivamente cobrado dos clientes das administradoras de benefícios após a
atuação dessas empresas na negociação em prol dos consumidores.