Emater estuda projeto de reestruturação sustentável de agroindústria na Fazenda Bacuri

O escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará) em Augusto Corrêa, em parceria com o Banco da Amazônia, estuda a elaboração de um projeto para incrementar a produção da primeira agroindústria local a obter o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que identifica os alimentos com procedência conhecida, registrados e inspecionados pelo governo.

O projeto visa a reestruturação sustentável da agroindústria na Fazenda Bacuri, que tem área total de 60 hectares, 30 dos quais são produtivos em Sistema Agroflorestal (Saf). A assistência técnica da Emater é feita de modo sistemático ao cultivo, cujo carro-chefe é o bacuri, fruto que dá nome à fazenda, e que é manejado em 10 hectares da área. As orientações técnicas se estendem para o beneficiamento dos frutos cultivados, além do bacuri, o açaí, jambo, sapoti, entre outros, totalizando 12 variedades.

A propriedade é da agricultora familiar do município, Hortência Osaqui, que possui no local uma mini-indústria artesanal que beneficia 12 variedades de doces, compotas e licores de bacuri, e mais uma diversidade de frutos. A propriedade também destina espaço para hospedagem rural, na perspectiva de incremento do turismo rural. A fazenda tem se tornado uma referência de empreendimento rural sustentável, que além da agricultura e turismo, trabalha ainda com avicultura e artesanato.


Os analistas do Banco da Amazônia farão a verificação de qual, dentre as linhas de crédito existentes, oferecerá melhores condições para contemplar o projeto de reestruturação “para ampliar o caráter de sustentabilidade”, ressalta Robson Nascimento, engenheiro de pesca da Emater com mestrado em meio ambiente. “O projeto visa implantar a energia solar, além de buscar financiamento para utensílios e incremento da produção”, conclui.