Uma nova operação, que prevê o
transporte por cabotagem do óleo de palma do Pará, é a mais nova alternativa
disponibilizada pela Agropalma aos produtores paraenses para acessar os
mercados do Sul e Sudeste do País. A um custo logístico muito inferior ao
rodoviário – estima-se que 50 % menos – o transporte terá uma rota mensal,
feita em navios-tanque até o porto de Santos. Um teste com lote experimental de
2.600 toneladas já foi levado do terminal da Agropalma, de Tapanã, em Belém,
até o complexo santista, a cerca de 60 km da capital paulista.
A novidade abre um novo horizonte
para os produtores de óleo de palma do Pará, que passam a ter acesso ao
principal mercado consumidor do óleo de palma no Brasil. “Com essa nova
logística, reduzimos o custo de transporte e garantimos a segurança da carga.
Para quem falava que era impossível, vimos que dá para viabilizar”, diz André
Gasparini, diretor comercial da Agropalma. A empresa, maior produtora de óleo
de palma da América Latina, com atuação em
toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao óleo refinado e
gorduras especiais, inaugurou recentemente no Sudeste a primeira unidade de
fracionamento de óleos láuricos do Brasil e a quarta unidade de fracionamento
contínuo de palma no mundo, sendo a única do continente Americano.
Sem a oferta do transporte por
cabotagem, o destino certo do óleo bruto seria o mercado externo. Com a
utilização da nova logística, o produtor tem a alternativa de intensificar as
operações no mercado doméstico, mitingando o risco cambial e as oscilações do
mercado externo, além das barreiras tarifárias e não tarifárias relacionadas ao
comércio internacional.
“O preço da commodity sofre
influência de produtos substitutos, anomalias meteorológicas, choques positivos
e negativos da oferta e demanda, entre outras interações que não temos
influência. Com a possibilidade de trazer o óleo bruto por cabotagem para o
Sudeste, o produtor pode intensificar seus negócios localmente, desenvolvendo
parcerias e reduzindo riscos alheios ao seu próprio desempenho.”
Partindo de Belém pelo modal
rodoviário são necessários de seis a dez dias para o transporte da carga
fracionada e cinco dias para carga a granel. Com a cabotagem, é possível dar
vazão ao óleo bruto produzido no Pará e atender o mercado consumidor do Sul e
Sudeste, que concentra cerca de 65 % do total da demanda do País.
Os produtores do óleo de palma
não são os únicos beneficiados com a nova operação logística. O transporte
também será gerador de receitas, com maior arrecadação de ICMS, visto que na
exportação esse imposto é isento. Paralelamente, o escoamento da produção no
eixo Norte-Sul também representa um meio de substituir a importação da
matéria-prima.
Sobre a Agropalma
A Agropalma, braço do
Conglomerado Alfa, é a maior produtora de óleo de palma da América Latina e sua
atuação perfaz toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao óleo refinado e
gorduras especiais. Sua trajetória começou em 1982, no município de Tailândia,
no Pará. Naquele estado, a empresa conta com seis indústrias de extração de óleo
bruto, um terminal de exportação e uma refinaria de óleo de palma e emprega
cerca de 4.000 mil colaboradores. Para aproximar-se do mercado de consumo
interno, a Agropalma inaugura, em julho de 2016, uma refinaria de produção
sustentável, em Limeira, São Paulo. O compromisso da empresa com o
meio-ambiente é um de seus valores, o que na prática é representado por
certificações ambientais, abrangendo insumos, matérias-primas e 100 % de sua
produção. Site: http://www.agropalma.com.br/
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Colaboração ATITUDECOM | Estratégia em
comunicação

