O mês de junho chegou e a época é
de cardápio “incrementado” e também das tradicionais festas que animam e
movimentam os bairros da cidade. Para a realização dos festejos, porém, é preciso ter a permissão dos órgãos
oficiais, inclusive para o fechamento de vias públicas.
Para a interdição o primeiro
passo é o organizador encaminhar pedido por meio de um ofício para a Fundação
Cultural do Município de Belém (Fumbel)
e para a Unidade Integrada de Polícia do Meio Ambiente (Dema). Depois, levar
essas permissões ou os respectivos números de protocolo, junto com um
abaixo-assinado dos moradores da área até a Superintendência Executiva de
Mobilidade Urbana de Belém (Semob) (Avenida Júlio César, 1026). Por último,
levar toda a documentação emitida à Secretaria Municipal de Meio Ambiente
(Semma), para retirar a licença de fonte sonora na secretaria.
A Fumbel enfatiza que as
solicitações devem ser feitas com pelo menos 15 dias de antecedência do evento.
“Quando houver interesse de um grupo em fazer algum evento neste sentido, eles
precisam ir até a Fumbel e fazer a solicitação da Declaração de Cunho Cultural
e, consequentemente, aos demais órgãos, para que isso garanta a realização do
evento sem interrupções”, explicou a diretora do departamento de ação cultural,
Ruth Botelho.
"Muita gente acha que basta
chegar, fechar a rua para a sua festa e não entende que é preciso seguir normas
para garantir o direito de ir e vir de todo cidadão e assim, garantir também
uma festa mais segura. Para isso é preciso seguir os trâmites necessários e
depois é só aproveitar o arraial", orientou o diretor de Trânsito da
Semob, Marco Chagas.
Tradição – Há 28 anos a
festividade “Papa-Mingau” é realizada pelos moradores da Rua Boa Ventura da
Silva, no bairro de Fátima. O programação é voltada para crianças e adultos,
com as tradicionais brincadeiras juninas e apresentações de quadrilha. O
presidente do evento, Augusto Medeiros, reconhece a importância de estar com
todas as licenças autorizadas pelos órgãos municipais.
“Nosso objetivo é manter viva
essa tradição cultural, que acima de tudo, alegra as famílias participantes. E
estar com o aval dos órgãos reguladores garante a realização do evento, sem
sofrer uma possível intervenção”, enfatizou Augusto.

