Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), a hérnia de disco representa 90% dos problemas ligados à coluna,
os outros 10% são associados à má postura. Caracterizada como uma dor
recorrente na região lombar, a hérnia discal, como também é chamada a doença
que tem mais de dois milhões de registros por ano, somente no Brasil.
Muitas pessoas sequer tem noção da gravidade da doença, que pode ser
definida como o deslocamento do núcleo gelatinoso de um disco vertebral por uma
pequena abertura no invólucro exterior mais rígido. Em alguns casos, a
patologia pode ser assintomática, isto é, não apresentar sintomas, o que pode
dificultar o diagnóstico. Em outros, as terminações nervosas próximas ao nervo
podem ser comprimidos, e ocasionar dores, dormência na região ou até mesmo
fraqueza nos braços e pernas.
O diagnóstico pode ser feito com exames laboratoriais e de imagem, como
a ressonância magnética, mas não são todos os casos que necessitam de cirurgia.
O tratamento também pode ser feito com medicamentos e fisioterapia, dependendo
da gravidade do deslocamento. "Um dos fatores determinantes para o
desenvolvimento da patologia discal é o genético", explica o Dr. Márcio
Ramalho da Cunha, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de
Coluna.
A idade de maior recorrência da hérnia de disco compreende a faixa
etária a partir dos 40 anos. A maioria das pessoas tem muito receio de operar a
região da coluna por acreditarem que é muito invasiva e que não será apenas uma
única cirurgia. Uma das alternativas adotadas por especialistas é a endoscopia
como ferramenta cirúrgica efetiva. "Além de ter o mínimo de manipulação
cirúrgica dos tecidos envolvidos durante o procedimento, o índice de infecção
pós-operatória é praticamente nulo, pois o acesso cirúrgico se restringe a uma
incisão de apenas um centímetro, através da qual se insere o endoscópio,
possibilitando uma descompressão cirúrgica do segmento lombar com sinais de
estreitamento", completa o especialista: "Por se tratar de uma
cirurgia minimamente invasiva é possível uma reabilitação precoce, com um
retorno rápido às atividades diárias, baixo uso de medicações pós-operatórias e
um curto período de internação hospitalar”.
Sugestão de fonte: Dr. Márcio Ramalho da Cunha (Neurocirurgião).
Residência Médica no Hospital de Base do Distrito Federal - Brasília,
Pós–Graduação na Área de Cirurgia da Coluna no RWTH AACHEN – Alemanha,
Pós–Graduação na FREI UNIVERSITAT OF BERLIM – Alemanha, Treinamento no
tratamento minimamente invasivo da Coluna no SPACE COAST PAIN INSTITUTE MERRITT
ISLAND, FLORIDA – USA, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia,
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coluna e Membro da ASIPP (American
Society Of International Paim Physiciam).

