O presidente da Companhia de
Saneamento do Pará (Cosanpa), Cláudio Conde, concedeu entrevista coletiva, no auditório da Associação Comercial de Marabá,
onde detalhou o plano de ação elaborado pela equipe de engenharia do órgão para
solucionar o problema de racionamento de água no município, causado pela forte
estiagem que afeta a região sudeste do estado.
Segundo Conde, o monitoramento
hidrológico feito diariamente pela Agência Nacional de Águas aponta que o nível
do rio Tocantins vem baixando a uma média de dois centímetros a cada dia, o que
tem inviabilizado o pleno funcionamento do sistema de captação existente na
Estação de Tratamento de Água de Marabá. “Essa já é considerada uma das piores
estiagens pelas quais o rio Tocantins já passou, e preocupa ainda mais pelo
fato de que há seis grandes hidrelétricas no seu percurso. A solução a ser
adotada deverá servir não apenas para sanar a questão em caráter emergencial,
mas também para prevenir situações semelhantes no futuro", completou.
O presidente da Cosanpa informou
que será montada uma estrutura para captação de água bruta à margem do rio
Tocantins, com o apoio de duas bombas anfíbias instaladas sobre uma balsa, para
garantir o abastecimento da Estação de Tratamento de Água da Nova Marabá. Os
equipamentos já estão sendo transportados de balsa para o município e serão
montados e postos em funcionamento em um prazo máximo de 15 dias.
“Para montar essa estrutura de
captação, vamos construir uma plataforma de concreto em uma das margens do
Tocantins e instalar as duas bombas acopladas a uma tubulação que alcance o
ponto mais profundo do rio, de maneira a lançar essa água direto para área de
tratamento da estação”, explicou o diretor de Expansão e Tecnologia da Cosanpa,
Fernando Martins, destacando que esse planejamento depende diretamente das
condições hidrológicas.
O racionamento no município de
Marabá começou em 30 de agosto e vem afetando mais diretamente a população
residente nos núcleos Nova Marabá e Cidade Nova.
