O Grupo de Pau e Corda Kuatá de
Carimbó, integrante do Movimento de Carimbó do Oeste do Pará faz o
pré-lançamento do selo Alter do Som, que chega para atuar com artistas do
Tapajós. Com três músicas gravadas no Festival de Carimbó em 2017, o primeiro
EP do Kuatá vai ao ar dia 27/04 e inaugura o canal do selo na Tratore e
principais plataformas digitais como Spotify, Deezer e LastFM.
Ainda como parte deste
pré-lançamento, o grupo vai a São Paulo para um show em um dos mais importantes
espaços de cultura popular brasileira da cidade, o Teatro Brincante dia 25/05 -
com participação especial da cantora amapaense Patrícia Bastos e do paraense
Manoel Cordeiro - e apresentações na je TREME mon amour no Mundo Pensante
(26/05) e no Samba do Sol (27/05). Outros shows ainda estão sendo fechados.
Criado em 2010, na Vila de Alter
do Chão (PA), coração da Amazônia, o Kuatá faz um carimbó tradicional e tem
como referência os Mestres Verequete, Lucindo, Chico Braga, Chico Malta e Grupo
Espanta-Cão. Nesses oito anos de atuação, tocaram com nomes consagrados da
música amazônica como Dona Onete, Silvan Galvão, Patrícia Bastos, Trio Manari e
Gaby Amarantos, entre outros.
O Kuatá e o selo Alter do Som
também levarão para o público paulistano a possibilidade de conhecer e adquirir
alguns produtos que fazem referência à cultura regional ligada ao carimbó como
a cuia, o banho de cheiro, a mangaratiba (bebida feita com mangarataia, uma
espécie de gengibre, limão e mel) e roupas típicas.
Liderada por Hermes Caldeira
(banjo/voz) a formação do Kuatá que chega a São Paulo conta com Diogo Borges
(banjo/voz/maracas), Sérgio Corrêa (sax), Rudá Nóbrega
(curimbó/maracas/reco-reco), Edelson Borari (curimbó/maracas), Erik Erlan
(curimbó/caixa) e Luiz Manoel (maracas). Os dançarinos Sandra e Hinho Moreno
também fazem parte da trupe.
Para o segundo semestre, Borô,
fundador do Espaço Cultural Alter do Chão e um dos organizadores do Festival
das Águas, planeja o lançamento oficial do Selo Alter do Som com álbum completo
do Kuatá e do Movimento de Carimbó do Oeste do Pará, além do relançamento do
álbum do saxofonista Duka. “Venho atuando com os grupos locais no Espaço há
mais de sete anos e nesse tempo percebi que existe uma demanda em outros
lugares do País pela música regional aqui do Tapajós, especialmente o Carimbó.
Decidi então ampliar a minha atuação e viabilizar desde a gravação, passando
pela distribuição e comunicação desses artistas. Contando com parceiros para
cada etapa, mas fazendo a curadoria e cuidando da qualidade do começo ao fim.
Essa será a missão do Selo Alter do Som”, diz Borô.
