O
governador do Pará, Helder Barbalho, informou que ficará pronto em 10 dias, o
laudo sobre o desabamento de parte da cobertura do Estádio Olímpico do Pará, o
Mangueirão. A informação foi passada em coletiva com a imprensa na tarde desta
quarta-feira (9), após visita ao local. “Faremos de tudo para que, o mais
rápido possível, o Mangueirão esteja plenamente em condições de funcionamento”,
garantiu. Na ocasião estiveram presentes os secretários de Estado de
Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) e de Esporte e Lazer (Seel),
Rui Cabral e Arlindo Silva, além do diretor de segurança da Federação Paraense
de Futebol (FPF), coronel Cláudio Santos.
Segundo
Helder, foram identificados diversos problemas estruturais no estádio. Na área
onde houve a queda da laje será necessária intervenção e imobilização imediata.
“Temos uma alternativa, que está sendo estudada, de que essa área do estádio
esteja com acesso restrito, mas a ideia é que possamos utilizar os outros
espaços do Mangueirão”, afirmou. “Precisamos de 10 dias para visualizar
registros não apenas no local do incidente, mas também em outras áreas. Não
podemos correr risco de eventos acontecerem com o estádio cheio”, pontuou.
A
Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) informou que foram feitas todas
as providências necessárias para evitar novas ocorrências e garantir a
segurança do público que prestigia os jogos e eventos no local, bem como a dos
servidores que trabalham no local. Em virtude do incidente, o primeiro jogo do
Parazão – Campeonato Paraense de Futebol, que será disputado entre Clube do
Remo e Tapajós, não será mais no dia 20. “O calendário foi interrompido e vamos
esperar o laudo para dar prosseguimento ao Parazão, que será iniciado uma
semana depois”, informou o titular da Seel, Arlindo Silva.
O
secretário da Sedop também comentou, durante a visita, que o governo trata como
prioridade os ajustes ao estádio para que o problema seja resolvido o mais
rápido possível. “A prioridade é identificar imediatamente as patologias que
levaram a esse incidente de 'desplaqueamento' de parte da cobertura de um dos
eixos sobre a arquibancada. Estaremos laudando de maneira completa e precisa as
dificuldades que encontrarmos para que sejam corrigidas imediatamente e não
prejudique o Campeonato Paraense de Futebol”, concluiu.
Helder
ressaltou que o incidente poderia ter sido evitado, caso as providências
necessárias tivessem sido tomadas quando o primeiro laudo sobre a estrutura do
estádio foi entregue, em agosto do ano passado. “O laudo do ano passado apontou
vários problemas na estrutura do estádio. Por isso, pedimos um novo laudo, para
que seja apontado o que é necessário realizar de intervenção, o que requer
obstrução. Se tivesse ocorrido em um momento que o estádio estivesse lotado,
teríamos uma tragédia irreversível, com possibilidades reais de fatalidade”,
alertou o governador.
Por
fim, Helder destacou que o estádio só será liberado após todos os técnicos,
seja do Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Obras, do Instituto Médico Legal,
e também da Secretaria de Esportes e Federação Paraense de Futebol, concordarem
que não há qualquer risco para os torcedores que estiverem visitando o
Mangueirão.
