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Campanha de vacinação contra a gripe - Antonio Cruz/ Agência Brasil |
A Campanha Nacional de Vacinação contra
a Gripe começa na próxima quarta-feira (10) em todo o país. De acordo com o
Ministério da Saúde, a imunização, este ano, foi antecipada em cerca de 15 dias
em relação aos anos anteriores, quando a campanha teve início na segunda
quinzena de abril.
Nesta primeira fase, serão priorizadas
crianças com idade entre 1 ano e 6 anos, grávidas em qualquer período
gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, segundo
o ministério, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.
A partir de 22 de abril, todo o
público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da
saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas,
pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e
jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema
prisional e pessoas privadas de liberdade.
Campanha de vacinação contra a Gripe no
Distrito Federal.
A escolha dos grupos prioritários segue
recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, de acordo com
o ministério, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação
do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o
vírus da gripe. A meta é imunizar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para
vacinação.
Amazonas
No Amazonas, a vacinação contra a gripe
começou no fim de março, com antecipação de 21 dias em relação às demais
unidades federativas. A decisão, segundo a pasta, se deu em função da
ocorrência de casos e óbitos por influenza desde fevereiro deste ano.
Em todo o ano de 2018, o Amazonas
registrou 17 casos e três mortes por influenza, sendo um caso pelo vírus H1N1.
Até meados de março deste ano, já foram notificados 666 casos suspeitos, sendo
107 confirmados para H1N1, além de 28 mortes também confirmadas pelo vírus.
A doença
A influenza é uma doença sazonal, mais
comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou
menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior
ou menor número de casos e mortes.
No Brasil, devido a diferenças
climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade
da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso
específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o
período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente
aglomeração de pessoas.