A
Transparência Internacional - Brasil lançou nesta quinta-feira o Ranking de
Transparência no Combate à COVID-19 para identificar e promover as melhores
práticas de transparência de informações referentes às contratações emergenciais
realizadas em resposta à COVID-19. Belém obteve a pior pontuação dentre as 26
capitais brasileiras, com apenas 18,9 pontos. Seu nível de transparência foi o
único a ser considerado péssimo na pesquisa. Já o Estado do Pará mostrou um
nível de transparência melhor, ocupando a 24a posição no ranking estadual, com
44,3 pontos - mesma pontuação do Rio de Janeiro com quem divide essa colocação.
Com essa "nota", o nível de transparência que o Pará presta às
contratações emergenciais para atendimento da pandemia do coronavírus foi
avaliado como regular.
O comparativo lançado hoje, que será
atualizado regularmente, tem como objetivo oferecer um instrumento adicional
para que a sociedade, a imprensa e os próprios órgãos de controle monitorem as
respostas do poder público ante a crise. O ranking também tem como metas
estimular o poder público a promover continuamente a transparência de suas
ações e reconhecer o bom trabalho realizado por alguns governos estaduais e
prefeituras.
Nesta 1ª edição do ranking, Espírito
Santo (97,4 pontos), Distrito Federal (88,61), Goiás (84,8) e Paraná (81)
destacaram-se como os quatro únicos estados com nível "ótimo" de
transparência para contratações emergenciais. Já entre as capitais, os
destaques ficaram com João Pessoa (PB) e Goiânia (GO), com 88,6 e 83,5 pontos,
respectivamente. Elas foram as duas únicas cidades pesquisadas que se
enquadraram na categoria "ótimo".
A escala do ranking vai de zero a 100
pontos, na qual zero (péssimo) significa que o ente é avaliado como totalmente
opaco e 100 (ótimo) indica que ele oferece alto grau de transparência.
Praticamente metade dos estados obteve
pontuação classificada como ótima ou boa. A outra metade teve notas que
apontaram transparência regular ou ruim. Nenhum estado se enquadrou na
categoria "péssimo". Porém, além de Roraima, o estado mais rico do
Brasil, São Paulo, também atingiu a categoria de "ruim".
Já entre as capitais, cerca de 1/5 delas
mostrou transparência avaliada como ótima ou boa. Todo o restante foi
classificado como regular, ruim ou péssimo - sendo que apenas Belém teve essa
última classificação.

