Por 20 votos a favor, 3 contra e uma
abstenção, os vereadores de Belém decidiram voltar ao plenário Lameira
Bittencourt de forma parcial. A questão de ordem do presidente da casa,
vereador Mauro Freitas, foi aprovada durante a sessão virtual desta
terça-feira, 26. A proposta é de que parte dos parlamentares participem das
discussões presencialmente e que outros, que são do grupo de risco, permaneçam
em casa acompanhando as sessões e debatendo via internet.
O presidente parabenizou os vereadores
por aprovarem a iniciativa para que a CMB seja a primeira Câmara do Brasil a
retomar os trabalhos legislativos de forma semipresencial. Segundo ele, todos
os cuidados necessários serão tomados, como uma nova desinfecção no prédio, o
respeito ao distanciamento social, além do uso obrigatório de máscaras e álcool
gel. “Vamos dar uma grande contribuição pra Belém. Precisamos estar ativos
neste momento de retomada, ao lado da prefeitura, do governo e da população.
Somos papel fundamental nesse processo. É inédita essa forma de se fazer
política”, disse Mauro.
Com a aprovação, as sessões vão retomar
de forma gradual, assim como a presença dos parlamentares na casa legislativa.
Inicialmente, as votações serão as terças e quartas em horário regimental. Não
será permitida a entrada de nenhum assessor no plenário. Será aceito apenas um
assessor no gabinete para dar suporte ao vereador e o controle da entrada será
feito pela Guarda Municipal. Os microfones serão higienizados, assim como as
cadeiras, mesas e equipamentos usados no plenário. O acesso a galeria popular
vai permanecer suspenso, assim como o atendimento ao público.
Toré Lima (PRB) criticou a iniciativa e
manifestou preocupação com a volta da sessões presenciais. Na opinião dele,
virtualmente os trabalhos estão acontecendo de forma eficiente. Ele sugeriu
ainda estender as votações para 3 dias na semana, mas disse ser contra que
fosse descumprido o isolamento social. “Temos que dar exemplo de isolamento e
de ficar em casa até o fim da pandemia”.
Fernando Carneiro (PSOL) também votou
contra a volta dos vereadores ao plenário. Para ele, é contraditório retornar
antes da reavaliação do fim do lockdown. Ele chegou a propor que a votação
fosse adiada por uma semana até que saísse a nova decisão dos gestores
municipal e estadual. Nilda Paula (PSD)
disse que a preocupação com os familiares que estão em casa era grande e que
por isso optaria por continuar apenas a forma virtual. Nazaré Lima (PSOL)
preferiu se abster e disse que acompanharia em casa ou no plenário, sem
diferença.
Emerson Sampaio (PP) se manifestou a
favor da retomada desde que muito muito bem avaliada. “Tem que ter
responsabilidade, orientação técnica e critérios bem amarrados”. Como médico,
Dr. Elenilson (Avante) disse que é possível ter segurança na volta do poder
legislativo. “Ficaremos distantes um do outro, com máscara e o grupo de risco
fica em casa”, enfatizou. Sargento Silvano (PSD) ponderou que policiais e
médicos estão nas ruas e que como representantes do povo os vereadores precisam
se fazer mais presentes.
Adriano Coelho (PDT) afirmou que a
antecipação da CMB mostra o compromisso do parlamento municipal com o povo em
continuar trabalhando. Ele disse ainda que 40 % dos vereadores já tiveram o
vírus e se recuperaram. Simone kahwage (Cidadania) disse que já existe um
estudo técnico de retorno gradual e que a Câmara não pode ficar de fora. “É
vergonhoso ir abrindo tudo e nós que fomos escolhidos pra estarmos aqui
continuando em casa”.
O vereador Gleisson Silva (PSB) concluiu
que como ainda não temos a cura para o coronavírus, não podemos parar. “Temos
que dar exemplo de se cuidar mas não ter medo de mostrar que dá pra conviver,
voltar aos poucos, se cuidando”, disse ele. Ao final da sessão, o presidente da
CMB afirmou que até sexta-feira vai divulgar o decreto da casa para a retomada
parcial dos trabalhos legislativos presenciais.
# Informações da Assessoria CMB

