Desde a retomada dos atendimentos aos
casos de Covid-19, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) vem adotando
práticas assistenciais de humanização para manter o vínculo entre os pacientes
e seus familiares.
Com as chamadas “visitas virtuais”, o
hospital vem utilizando tablets para promover o encontro do paciente com a
família. O intuito do HPEG é amenizar a saudade e diminuir o estresse e a
ansiedade, tanto do paciente quanto da família.
A unidade do Governo do Pará, localizada
em Belém, é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde. A entidade possui,
entre as suas missões assistenciais, o estimulo aos projetos de humanização,
que reforçam a qualidade do atendimento ao paciente.
No HPEG, o projeto das visitas virtuais
existe desde 2016, sendo adaptado ao momento da pandemia, como explica Vlamir
Garcia, coordenador do setor de Tecnologia da Informação (TI) do hospital.
“O projeto foi readequado para atender
de forma segura os pacientes com a Covid-19, mas sem perda de vínculo com a
família. Por meio de um tablet, conseguimos proporcionar essa interação entre o
paciente e entes mais próximos”, comenta.
O Galileu, unidade de retaguarda no
tratamento de pacientes com traumas ortopédicos, voltou a atender
exclusivamente os casos de Covid-19, no dia 16 de março. Em 2020, entre os
meses de abril e junho, a unidade também prestou atendimento, também de forma
exclusiva, aos pacientes com o novo coronavírus.
“Mesmo durante a pandemia, precisamos
inserir as práticas humanizadas na assistência ao paciente. E a visita virtual
é uma delas. O paciente se sente acolhido e tranquilo ao rever à família”,
explica Lidiana Sousa, supervisora de Humanização.
Ainda, de acordo com a profissional,
esse trabalho “consegue minimizar a ansiedade causado pelo processo de
internação e a saudade dos familiares. Alguns pacientes internados não possuem
um aparelho celular. E isso dificulta mais ainda a comunicação dele com a
família. Por isso, a visita virtual tem sido bastante eficaz”, acrescenta.
Emoção ao rever à família
Internado há 10 dias no HPEG, José de
Almeida, de 53 anos, foi surpreendido com a notícia de que poderia fazer uma
chamada de vídeo para a família. “Quando me internei, pensei que só iria
conseguir ver a família quando recebesse alta. Mas tive a grata surpresa de
poder revê-los na chamada de vídeo. Fiquei muito feliz”, afirmou.
Além de José, outros pacientes já
realizaram a videochamada. É o caso de Henrique de Lima, de 73 anos. “Achei
muito interessante, principalmente para quem não tem celular. Rever minha
família me deu um ânimo a mais”, disse.
Por ser referência em traumas
ortopédicos, o HPEG precisou se readequar para voltar a atender exclusivamente
casos de Covid-19 neste ano. Ao todo, no Galileu, são disponibilizados 90
leitos clínicos e dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Nos primeiros 15 dias de atendimento
exclusivo à doença, 30 pacientes já tiveram a saúde restabelecida.